domingo, 20 de maio de 2018

MANUAL MECÂNICO ASIA TOWNER 93 a 97 (DOWNLOAD PDF)




A Pequena Notável que Motorizou o Sonho Brasileiro

No Brasil dos anos 90, em meio à reabertura das importações, desembarcou um pequeno veículo coreano que mudaria para sempre a paisagem urbana: a Asia Towner. Com seu design diminuto, cara de poucos amigos e uma capacidade de trabalho surpreendente, a Towner se tornou a ferramenta oficial do pequeno comerciante, do vendedor ambulante e de todos que precisavam de um veículo de carga ágil e econômico.

Ela não tinha força de caminhão nem conforto de carro de passeio, mas tinha o essencial: versatilidade. Seja como furgão, van de passageiros ou picape, a Towner era a prova de que tamanho não é documento. Mas, para manter essa gigante em miniatura rodando, existia um item tão essencial quanto o motor: o seu Manual Mecânico.




A Máquina: A Mecânica Compacta e Cheia de Segredos

Entender a mecânica da Towner é a chave para amá-la ou odiá-la. Era um projeto simples, mas com particularidades que desafiavam até mecânicos experientes.

Motor: O coração da valente era um pequeno motor de 3 cilindros em linha, com 800cc (0.8L), a gasolina, posicionado entre os bancos dianteiros.

Análise do Mecânico: É um motorzinho engenhoso e, quando bem regulado, muito econômico. No entanto, ele trabalha em um cofre muito pequeno e quente. O superaquecimento é, de longe, o maior inimigo da Towner. Manter o sistema de arrefecimento (radiador, mangueiras, ventoinha) em perfeito estado não é uma recomendação, é uma obrigação.

Carburação: Alimentado por um carburador, o motor exige uma regulagem fina e precisa. Uma mistura pobre pode superaquecer o motor, enquanto uma mistura rica aumenta o consumo e suja as velas. Encontrar um mecânico que ainda hoje saiba regular bem esse carburador é um achado.

Tração Traseira e Câmbio: Com tração traseira e um câmbio manual (de 4 ou 5 marchas, dependendo do ano), ela tinha uma boa capacidade para empurrar cargas. O conjunto é robusto, mas o acesso à caixa de marcha e ao diferencial é limitado, exigindo paciência na hora da manutenção.



O Manual Mecânico: O Guia de Salvação da Towner

Se para um Opala o manual é importante, para uma Towner ele é a diferença entre a vida e a morte da oficina. Em uma época com pouca informação técnica disponível para carros importados, o Manual Mecânico da Asia Towner (1993-1997) era o único mapa confiável.

Este manual é um documento indispensável que revela segredos vitais:

Diagramas e Esquemas: Contém os esquemas elétricos e, principalmente, do complexo sistema de arrefecimento, mostrando o fluxo correto do líquido e a posição de cada mangueira.


Especificações e Torques: Fornece os dados exatos de torque para o aperto de parafusos do motor (especialmente do cabeçote, que é de alumínio e muito sensível), folga de válvulas e ponto de ignição. Fazer esses serviços "no olho" em uma Towner é pedir para ter problemas.



Procedimentos Detalhados: Ensina o passo a passo para reparos complexos, como a troca da correia dentada, a regulagem do carburador e a manutenção do pequeno distribuidor.

PARA TER ACESSO A ESSAS E OUTRA INFOMAÇÕES, BAIXE O MANUAL MECÂNICO ASIA TOWNER 93 a 97 CLICANDO NA IMAGEM ABAIXO.









domingo, 6 de maio de 2018

MANUAL DO PROPRIETÁRIO DO CAMINHÃO MERCEDES L-312 (DOWNLOAD PDF)



MANUAL DO PROPRIETÁRIO DO CAMINHÃO MERCEDES L-312 (DOWNLOAD PDF)

A Lenda de Aço das Estradas Brasileiras

Antes das rodovias asfaltadas e da eletrônica embarcada, o Brasil era um país de estradas de terra e de homens valentes. E para desbravar esse território, era preciso uma máquina à altura. Essa máquina era o Mercedes-Benz L-312, o caminhão que, com seu capô longo e imponente, ganhou o apelido eterno de "Torpedo".

Fabricado no Brasil a partir de 1956, o L-312 não foi apenas um veículo; foi a ferramenta de trabalho que transportou o progresso, ajudou a erguer cidades e se tornou sinônimo de força e confiabilidade inquebrável. Hoje, vamos falar sobre essa lenda e sobre o guia essencial para mantê-la viva: o seu Manual do Proprietário.




A Máquina: A Mecânica "Tanque de Guerra" do L-312

O que fazia do "Torpedo" um caminhão tão reverenciado? A resposta está na sua mecânica simples, robusta e superdimensionada, projetada para aguentar o castigo que fosse.

  • Motor OM-312: O coração da fera. Um motor diesel de 6 cilindros em linha, 4.6 litros, que gerava cerca de 100 cv. A grande mágica desse motor era o seu torque colossal em baixas rotações e sua durabilidade lendária. Com pré-câmara de injeção, ele tinha um som de funcionamento característico e uma capacidade de trabalho que parecia infinita.

  • Robustez em Primeiro Lugar: Todo o conjunto era feito para durar. Chassi de longarinas de aço maciço, suspensão com feixes de mola reforçados e um câmbio manual de 5 marchas (não sincronizado nas primeiras marchas) que exigia "braço" do motorista, mas que nunca quebrava.

  • Feito para o Brasil: O L-312 era o caminhão perfeito para a nossa realidade. Peças simples de encontrar na época, manutenção que qualquer bom mecânico diesel sabia fazer e uma valentia para encarar estradas ruins que nenhum outro tinha.





O Manual do Proprietário: O Mapa do Tesouro do Caminhoneiro

Em uma época sem internet ou assistência técnica a cada esquina, o Manual do Proprietário do L-312 era muito mais do que um livreto no porta-luvas. Era o guia de sobrevivência do motorista e o livro sagrado do mecânico.

Este manual é um documento histórico que continha informações vitais:

Plano de Manutenção Detalhado: Ensinava a rotina de lubrificação, com a localização de cada graxeira no chassi – um ritual que era a diferença entre um caminhão que durava décadas e um que quebrava na primeira viagem longa.

Instruções de Operação: Detalhava os segredos para operar a máquina com eficiência, como a forma correta de usar o câmbio não sincronizado, a importância de esperar o motor aquecer e os cuidados com o sistema de freios.

Esquemas e Dados Técnicos: Continha informações cruciais sobre o sistema elétrico (Dínamo), as especificações de fluidos e as capacidades, garantindo que a manutenção fosse feita dentro dos padrões da fábrica.

Guia de "Primeiros Socorros": Oferecia dicas para pequenas regulagens e reparos de emergência que poderiam ser feitos na beira da estrada, uma ajuda inestimável para os pioneiros que dirigiam por locais remotos.