Linha Volkswagen de Polícia 1966
A Eficiência dos Fuscas na Polícia (VW 1200 A e 1300)
O catálogo oficial de 1966 destaca que os veículos da Volkswagen eram os favoritos para o serviço policial devido ao baixo custo de aquisição, consumo econômico e facilidade de manutenção. Os modelos da classe de 1,2 e 1,3 litros, como o VW 1200 A e o VW 1300, ofereciam motores boxer refrigerados a ar que não ferviam no trânsito nem congelavam no inverno, garantindo prontidão constante para os oficiais.
O chassi contava com uma parte inferior lisa e alta distância do solo, enquanto o câmbio de 4 marchas totalmente sincronizado ajudava o VW 1300 a atingir a velocidade máxima de 120 km/h.
A versão Cabriolet do VW 1300 oferecia proteção rápida contra chuvas, e as viaturas podiam ter as peças cromadas substituídas por pintura verde ou branca de fábrica.
O rádio comunicador era montado estrategicamente no painel, utilizando o porta-malas dianteiro para os agregados do rádio e o traseiro para holofotes e baterias extras.
Desempenho e Espaço (VW 1500, 1600 e Variant)
Para patrulhas que exigiam maior velocidade de resposta, a linha apresentava os robustos modelos VW 1500 A, VW 1600 TL e as peruas Variant. Equipados com grandes freios e pneus de perfil baixo, esses veículos eram projetados para durabilidade no uso diário severo.
O motor traseiro de dupla carburação de 54 cavalos dos modelos 1600 permitia a manutenção de uma velocidade de cruzeiro de 135 km/h.
A Variant 1600 destacava-se por possuir dois porta-malas, entregando uma superfície de carga plana de 167 x 122 cm quando o banco traseiro era rebatido.
O painel contava com lavador de para-brisa pneumático, abas flexíveis sobre os mostradores para evitar reflexos e controles individuais de ventilação.
A Versatilidade da VW Kombi (Aplicações Especiais)
A famosa VW-Transporter (Kombi) formava a espinha dorsal das operações pesadas, com um projeto que acomodava três agentes na cabine dianteira e mantinha excelente tração graças ao motor traseiro. A carroceria era o ponto de partida para dezenas de veículos especializados de intervenção.
A versão de acidentes de trânsito atuava como um escritório móvel, equipada com escrivaninha, macas e armários para formulários e ferramentas.
O modelo de controle por radar continha painéis fotográficos, medidores de velocidade na dianteira ou traseira e uma rede elétrica com baterias independentes para sustentar os equipamentos.
O transporte de prisioneiros era realizado em segurança através de celas traseiras reforçadas com grades, oferecendo visibilidade integral para os guardas.











