A Fantástica Evolução da VW Kombi nos Anos 80: De 1980 a 1989!
Seja bem-vindo a mais uma viagem no tempo! Hoje vamos falar da "Velha Senhora" mais amada das nossas ruas e garagens. Os anos 80 foram uma década de intensa transformação e de consolidação da Kombi "Clipper" no mercado brasileiro. Apertem os cintos (de três pontos, se já for o modelo certo!), ajustem o afogador e vamos dar a partida para analisar as novidades, versões e curiosidades da Volkswagen Kombi ano a ano, de 1980 até 1989.
1980: O Brilho da Kombi Ambulância
Em 1980, a Kombi já estava firme e forte com sua carroceria de segunda geração nacional (conhecida como Clipper, lançada em 1976).
Curiosidades da Ambulância:
Esse modelo saía adaptado de fábrica ou por encarroçadoras especializadas, recebendo até um código próprio na plaqueta de identificação (código 271). Equipamentos: Ela vinha equipada com giroflex, sirene (acionada por botões clássicos no painel), sinal luminoso no teto, ventilador para o salão traseiro, prateleiras para kit de primeiros socorros e, claro, o espaço perfeito para a maca.
Legado: A suspensão e a caixa de direção ainda carregavam a robustez do modelo "Corujinha" por baixo de sua roupagem nova. Até hoje, encontrar uma Kombi Ambulância íntegra desse ano é o Santo Graal dos colecionadores!
1982 (A Ousadia): Kombi Diesel
Lançada originalmente em 1981, foi em 1983 que a polêmica e diferentona Kombi Diesel já estava espalhada pelas ruas em sua fase mais marcante. A Volkswagen queria entregar a economia máxima para frotistas e aventureiros.
Motorização:
Utilizava o motor 1.6 refrigerado a água (uma adaptação do bloco usado no Passat exportação). Visual Único: Como o motor era refrigerado a água, a Kombi precisava de um radiador.
O resultado foi a icônica e saltada "grade preta" na dianteira, que cortava a clássica frente lisa do utilitário. A Realidade: Apesar do tremendo torque em baixa, ela era bastante barulhenta e o motor esquentava bastante por falta de uma ventilação frontal aerodinâmica adequada. É um clássico "ame ou odeie" que marcou história!
1983 (Comerciais Leves): A Família Completa
Se havia um ano de ouro para ter uma Kombi 1.6 a ar, era 1983. Foi um marco de modernização técnica, especialmente com a adoção dos tão sonhados freios a disco nas rodas dianteiras, novo bocal antifurto para o tanque de combustível e novas calotas de perfil plano. O freio de mão também havia saído do assoalho para debaixo do painel, melhorando o espaço interno.
A gama de versões de comerciais leves era espetacular e atendia a qualquer demanda:
Standard:
A clássica Kombi de passeio e lotação para 9 passageiros, pau para toda obra. Furgão:
Desprovida de janelas laterais no salão, era o cofre blindado sobre rodas, perfeita para o transporte de cargas em supermercados e indústrias. Pick-up (Cabine Simples):
O terror das lojas de material de construção, capaz de aguentar toneladas com sua caçamba de madeira ou aço. Pick-up Cabine Dupla:
Sucesso absoluto (lançada em 81), ela permitia levar confortavelmente a equipe de trabalho e ainda sobrava espaço na caçamba traseira para as ferramentas. Luxo:
A versão premium da Kombi. Contava com frisos cromados, opções de forrações internas como courvin ocre e preto ou o desejado "tecido navalhado", além de calotas integrais cromadas. Era a Kombi da família rica!
1984: Segurança e Estética
Após as profundas mudanças mecânicas do ano anterior, 1984 focou em segurança e na estética dos anos 80, que começava a abandonar os cromados.
Novidades Visuais:
Os aros dos faróis redondos deixaram de ser prateados e passaram a ser pintados de preto de fábrica. Segurança em 1º Lugar: O utilitário passou a vir equipado com encostos de cabeça e cintos de segurança de 3 pontos para os bancos dianteiros, alinhando-se a novas leis de trânsito e protegendo o motorista.
1985: O Ápice da Estabilidade
Em 1985, a Kombi já dominava completamente o mercado sem concorrentes à altura. A versão a álcool (etanol) se firmou como a favorita devido aos altos preços da gasolina. Visualmente, a perua mantinha os faróis com aros pretos e a mesma disposição de painel. Foi um ano de consagração e estabilidade nas vendas, sem a necessidade de a Volkswagen investir em grandes reformas.
1986: A Despedida dos Diferentões
O ano de 1986 foi de muito trabalho para o veículo, mas marcou uma guinada conservadora na montadora. Ao chegar ao final de 1986 (e preparando a linha para o ano seguinte), a Volkswagen tomou decisões drásticas baseadas em corte de custos e foco de mercado.
Fim de Linha:
Foi decretado o fim da Kombi Luxo, da aclamada Pick-up Cabine Dupla e, principalmente, de toda a motorização a Diesel. A montadora entendeu que a Kombi era, essencialmente, um veículo rústico voltado para o trabalho severo, e o motor diesel refrigerado a água não havia se adaptado bem ao cofre apertado do veículo.
1987: Catálogo Enxuto e Focado
Ao abrir a linha 1987, as concessionárias ofereciam um cardápio bem mais simples. Sem as firulas da versão Luxo, sem a Cabine Dupla e sem o radiador frontal do Diesel, a linha voltou às suas origens.
Modelos Sobreviventes: O consumidor podia escolher entre a Pick-up Cabine Simples, o Furgão para cargas ou a Standard para passageiros.
Todas impulsionadas pelo confiável e valente motor 1.6 boxer refrigerado a ar, solidificando seu papel como ferramenta de trabalho nacional.
1988: A Nova Iluminação Traseira
Mais uma mudança cirúrgica de design (daquelas que os colecionadores usam para descobrir se a Kombi foi batida ou modificada!). Em 1988, a traseira do utilitário passou por uma pequena plástica.
Nova Tampa do Motor:
A tampa traseira de acesso ao motor recebeu um novo desenho no vinco da placa. Duas Lanternas:
A iluminação da placa traseira, que antes era feita por uma "luz de nariz" única e centralizada, passou a ser feita por duas pequenas e discretas lanternas laterais fixadas na tampa. Esse formato acompanhou a traseira das Kombis até o final da década de 90.
1989: O Encerramento da Década
Fechando os anos 80, a Kombi de 1989 já era uma lenda viva do asfalto. O modelo se consolidava plenamente em suas motorizações a Etanol (rendendo 60 cv) e Gasolina (com cerca de 54 cv).
Poucas coisas mudaram visualmente em relação a 1988, garantindo a robustez de sempre. Foi a fase da "Kombi raiz", preparando o terreno para as mudanças anti-poluição mais pesadas que chegariam nos anos 90 (como o catalisador em 92 e a injeção eletrônica tempos depois). Quem comprou uma Kombi em 1989 tinha a certeza de levar para casa um projeto espartano, indestrutível e com manutenção de baixo custo garantida em qualquer oficina do país.







































