Mostrando postagens com marcador DODGE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DODGE. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de junho de 2026

FOLDER CAMINHÃO DODGE D400

 



Dodge D400: O Valente Utilitário V8 que Marcou Época no Brasil

Seja bem-vindo a mais um resgate histórico no Manuais do Proprietário. Depois de falarmos sobre a força bruta do Dodge 700, hoje vamos diminuir um pouco o tamanho, mas manter a mesma essência de robustez e tradição. Chegou a vez de contar a história do Dodge D400, o caminhão médio-leve que levou a lendária engenharia da Chrysler para as entregas urbanas e estradas de terra de todo o Brasil.

Lançado pela Chrysler do Brasil na virada da década de 1960 para 1970, o D400 foi a aposta da marca para um segmento que crescia vertiginosamente: o de caminhões ágeis, capazes de operar no trânsito das grandes capitais, mas com chassi forte o suficiente para o trabalho duro nas fazendas e no interior.


FOLDER CAMINHÃO DODGE D400

Curiosidades que Poucos Conhecem

  1. O Pioneiro dos Motorhomes: O chassi e a mecânica do D400 eram tão confiáveis que ele foi escolhido para projetos inovadores de campismo. Um dos exemplos mais clássicos é o Turiscar Miramar, um dos primeiros motorhomes fabricados em série no Brasil (início dos anos 70). A Turiscar utilizava o chassi e a cabine cortada do Dodge D400 (e de alguns concorrentes) para montar a estrutura habitacional por cima, criando verdadeiras casas sobre rodas.

  2. O Rei das Entregas Urbanas: Devido ao seu tamanho classificado muitas vezes como 3/4 ou médio-leve, ele se tornou a escolha número um para serviços que exigiam força, mas espaço reduzido: caminhões de gás, baús de mudança, entrega de bebidas e serviços de guincho.

  3. Visual de Respeito: Compartilhando o DNA estético com os modelos maiores da família Dodge, o D400 tinha uma "cara de mau". A grade marcante e os faróis redondos faziam com que ele fosse imediatamente reconhecido no retrovisor.


FOLDER CAMINHÃO DODGE D400

O Mercado e as Vendas: Enfrentando os Gigantes

Quando o D400 chegou ao mercado, o cenário era altamente competitivo. Ele precisou bater de frente com utilitários já consolidados, como o Ford F-350 e os clássicos caminhões Chevrolet da série C e D.

Como foram as vendas? Inicialmente, o modelo teve uma excelente aceitação. Frotistas e motoristas autônomos viam no D400 um veículo moderno, com uma cabine extremamente confortável para a época e um painel de instrumentos muito bem equipado. No entanto, a trajetória de vendas enfrentou um grande obstáculo: a Crise do Petróleo nos anos 1970.

Como as versões originais eram equipadas com grandes motores a gasolina, o custo operacional subiu assustadoramente para os caminhoneiros. Para contornar a situação e manter as vendas aquecidas, a linha precisou se adaptar à nova realidade do mercado brasileiro, abrindo espaço para a introdução e adaptação de motores a diesel (frequentemente os valentes motores Perkins, como o 4.236), o que garantiu a sobrevivência e a popularidade do modelo por muitos anos.

FOLDER CAMINHÃO DODGE D400


FOLDER CAMINHÃO DODGE D400

A Mecânica: Um Coração de Muscle Car no Trabalho Pesado

Para quem é apaixonado pelas fichas técnicas que encontramos nos antigos manuais, a motorização original do Dodge D400 é um detalhe espetacular:

  • Motorização V8: O grande atrativo das primeiras unidades era o icônico motor V8 de 318 polegadas cúbicas (5.2 litros) a gasolina. Exatamente, era o mesmo bloco base que equipava os cobiçados Dodge Dart e Charger! Isso significava que o D400 entregava um torque impressionante em baixas rotações e um ronco inconfundível, operando como um verdadeiro muscle car de carga.

  • Transmissão e Chassi: Contava com um chassi de longarinas reforçadas e suspensão projetada para aguentar o tranco das péssimas rodovias da época. O câmbio manual (geralmente fornecido pela Clark) tinha relações curtas, privilegiando a força de tração.

FOLDER CAMINHÃO DODGE D400

FOLDER CAMINHÃO DODGE D400



sexta-feira, 20 de março de 2026

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA



A Rebelião Dodge de 1966: Luxo, Potência e Estilo Americano


O ano de 1966 marcou uma mudança de postura para a Dodge. Com o slogan "Join the Dodge Rebellion" (Junte-se à Rebelião Dodge), a marca deixou claro que não estava mais interessada no "comum". Este folder histórico apresenta uma linha que vai do compacto e valente Dart ao luxuoso e imponente Monaco. Vamos explorar cada detalhe dessa coleção que definiu uma era.

O Chamado para a Rebelião

A capa do folder define o tom da campanha: uma estética vibrante e o convite para romper com velhos laços. A Dodge se posicionava como a escolha para quem buscava carros "hot" (quentes), "big" (grandes) e "new" (novos).

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA


Dodge Monaco – O Líder de Estilo

O Monaco de 1966 é apresentado como o ápice da sofisticação da marca, projetado para quem quer abandonar o hábito de dirigir carros sem graça.

  • Design e Presença: O modelo se destaca pela grade frontal imponente e as lanternas traseiras que atravessam quase toda a extensão da popa, conferindo um visual largo e luxuoso.

  • Conforto Executivo: Oferecia opções de acabamento interno em vinil ou tecido premium, focando em um público que exigia o máximo de requinte disponível na época.

  • Curiosidade: O Monaco 500 era a versão mais exclusiva, vindo equipado de fábrica com assentos dianteiros tipo concha e console central, algo que reforçava sua veia esportiva mesmo sendo um carro de grande porte.

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA

A Série Monaco e o Luxo nos Detalhes

Aqui o foco se volta para a experiência interna e as variações de carroceria, incluindo o Hardtop de 2 e 4 portas e o Sedan.

  • Motorização V8: O motor 383 V8 era o padrão para a linha Monaco, garantindo que o desempenho fosse tão impressionante quanto o visual.

  • Interior "Posh": As páginas destacam o uso de carpetes profundos e atenção impecável aos detalhes, como os descansos de braço centrais retráteis que transformavam o banco traseiro em um lounge.

  • Curiosidade: O Monaco de 1966 introduziu melhorias no isolamento acústico que o tornavam um dos carros mais silenciosos de sua categoria, combatendo o "tédio" das viagens longas com extremo conforto.

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA

Dodge Polara – Mais Espaço e Valor

O Polara era a resposta para quem queria um carro grande sem necessariamente pagar o preço de topo do Monaco, mantendo a elegância da plataforma "C-body".

  • Versatilidade de Modelos: A linha Polara era vasta, incluindo conversíveis, sedãs, hardtops e até station wagons para as famílias da "rebelião".

  • Elegância Acessível: Com uma distância entre eixos de 121 polegadas, o Polara oferecia um rodar macio e imponente, ideal para as rodovias americanas.

  • Curiosidade: Apesar de ser posicionado abaixo do Monaco, o Polara vinha de fábrica com motores V8 em todos os modelos da série, reforçando que a Dodge não economizava em potência.

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA

Polara 500 e Especificações Técnicas

Esta seção foca nos entusiastas de esportividade e apresenta a ficha técnica detalhada que adoramos analisar.

  • Performance Esportiva: O Polara 500 trazia bancos individuais e console central com alavanca de câmbio no assoalho, apelando para o público que gostava de dirigir de forma mais ativa.

  • Opcionais de Transmissão: O folder detalha a famosa transmissão automática TorqueFlite, mas destaca a opção de câmbio manual de 4 marchas para quem queria "sentir" o motor 383 ou o massivo 440 V8 de 350 cv.

  • Curiosidade: O modelo oferecia um sistema de ar-condicionado duplo opcional para as Station Wagons, algo extremamente avançado para meados dos anos 60.

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA

Dodge Coronet – A Rebelião nas Rodas

O Coronet 440 representava o equilíbrio perfeito. Menor que o Polara, era ágil e agressivo, sendo o precursor dos muscle cars que dominariam as ruas anos depois.

  • Dimensões Intermediárias: O Coronet era o modelo "B-body", ideal para quem achava os modelos maiores difíceis de manobrar, mas não abria mão do motor V8.

  • Variedade de Motores: Oferecia desde o econômico 225 Slant Six (6 cilindros) até os poderosos V8, tornando-se o carro mais versátil da linha.

  • Curiosidade: O design das lanternas traseiras do Coronet 1966, com formato retangular dividido, tornou-se uma das assinaturas mais reconhecíveis da Dodge naquela década.

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA

Coronet 500 – O Passo Além

A versão 500 do Coronet era onde a performance encontrava o acabamento de luxo.

  • Interior Premium: Destaca-se o uso de assentos "Contour-Comfort" e carpetes de alta densidade, elevando o Coronet de um carro comum para um objeto de desejo.

  • Estética Hardtop: O teto sem coluna central (Hardtop) dava ao Coronet 500 uma silhueta limpa e agressiva, muito apreciada pelos jovens da época.

  • Curiosidade: O Coronet 500 era frequentemente a base para quem buscava performance em pistas de arrancada, devido ao seu peso mais leve em relação aos modelos maiores.

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA

Séries Coronet Deluxe e Equipamentos

Esta página detalha as dimensões e as opções de entrada da linha Coronet, focando no custo-benefício.

  • Eficiência e Economia: Apresenta o motor 225 Slant Six de 145 hp como uma opção robusta e econômica para o uso diário.

  • Segurança e Conforto: Lista equipamentos como painel acolchoado, luzes de ré e cintos de segurança dianteiros e traseiros como itens disponíveis.

  • Curiosidade: A capacidade do porta-malas do Coronet era impressionante para um carro intermediário, com um volume de carga de quase 88 pés cúbicos nas versões Wagon.

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA

Dodge Dart – O Compacto de Respeito

O Dart 1966 provou que um carro compacto não precisava ser apertado ou lento. Ele era "man-sized" (tamanho de homem).

  • Agilidade Urbana: Com 111 polegadas de entre-eixos, o Dart era perfeito para a cidade, mas mantinha o DNA da Dodge com o motor 273 V8 disponível.

  • Modelo GT: O Dart GT era a versão topo de linha, oferecendo bancos concha e um acabamento refinado que desafiava a ideia de que compactos eram carros baratos.

  • Curiosidade: O Dart foi o único compacto da época a oferecer um teto de vinil opcional, um toque de luxo normalmente reservado para carros muito maiores e mais caros.

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA

Dados Finais

O folder encerra com a linha Dart 270, mostrando que havia um Dodge para cada bolso e necessidade.

  • Durabilidade Reconhecida: O texto técnico exalta a suspensão por barras de torção e a construção Unibody, que davam ao Dart uma rigidez estrutural superior.

  • Personalização: Com uma lista extensa de acessórios, desde calotas luxuosas até volantes com acabamento em madeira, o cliente podia montar um Dart exclusivo.

  • Curiosidade: O motor 273 V8 de 4 barris (Four-barrel) transformava o pequeno Dart em um verdadeiro "sleeper", capaz de surpreender carros muito maiores em aceleração.

FOLDER LINHA DODGE 1966 - USA


segunda-feira, 16 de março de 2026

FOLDER LINHA DODGE 1962 - EUA



Dodge 1962: A Nova Linhagem Ágil (The New Lean Breed)


O catálogo de 1962 da Dodge apresenta uma ruptura com o design "ostentoso" dos anos 50, focando em carros mais leves, duráveis e com melhor dirigibilidade. Vamos conferir os destaques de cada modelo apresentado:



1. Dodge Dart 440

O Dart 440 era o topo da linha de tamanho "full-size" (embora reduzido para os padrões da época), oferecendo o máximo de luxo e performance da série Dart.

  • Itens Importantes:

    1. Assentos Individuais: Vinha com opções de assentos frontais tipo poltrona com console central rebatível.

    2. Transmissão Automática por Botões: O famoso sistema de botões no painel para controlar a transmissão de três velocidades.

  • Curiosidade: O Dart 440 de 1962 foi projetado para ser 27 kg (60 lbs) mais leve que o modelo anterior, melhorando drasticamente a aceleração e o consumo de combustível.




2. Dodge Lancer GT

O Lancer era a resposta da Dodge ao mercado de compactos, e a versão GT era a mais esportiva, inspirada no conceito italiano "Gran Turismo".

  • Itens Importantes:

    1. Interior Premium: Acabamento em vinil com textura de couro plissado e carpetes de parede a parede.

    2. Painel Acolchoado: Item de segurança de série nesta versão, garantindo um visual mais sofisticado.

  • Curiosidade: Apesar de ser um carro compacto, o catálogo enfatiza que ele "dá um soco" (packs a wallop), sendo voltado para quem achava os compactos da época muito lentos.










sábado, 14 de março de 2026

FOLDE LINHA DODGE 1973 CAMINHÕES - MEXICO

 


Caminhões Dodge 1973: A Força de Trabalho da Chrysler nas Estradas


A linha de caminhões Dodge 1973 representou um marco de resistência e engenharia para o setor de transporte. Sob o lema de serem veículos "Fortes, Poderosos e Econômicos", a Chrysler ofereceu ao mercado modelos que se adaptavam desde o trabalho pesado em canaviais e minas até o transporte rodoviário de carga geral. Este folder clássico nos permite revisitar os detalhes técnicos dos modelos D-600, PD-600 e as versões turbocompensadas que dominavam as estradas naquela década.



O Poder da Engenharia: Rodas de Artilharia e Chassis Reforçados

Logo nas primeiras páginas do folder, a Chrysler destaca um dos maiores diferenciais competitivos da linha 1973: as poderosas rodas de artilharia de aço fundido. Diferente das rodas convencionais de aço estampado, estas eram fabricadas em uma só peça e usinadas com precisão extrema para resistir aos esforços mais severos, comuns em terrenos irregulares.

Além disso, o folder ressalta a capacidade do eixo traseiro original, projetado para suportar até 8.410 kg (18.500 lbs), sendo considerado na época o de maior capacidade no mercado para caminhões médios. Isso permitia que a linha Dodge Serie 600 transportasse mais carga que seus concorrentes diretos, com opções de Peso Bruto Veicular (PBV) de 20.000, 24.000 e 25.500 libras.

Modelos D-600 e PD-600: Versatilidade para cada Necessidade

Seguindo a ordem apresentada no catálogo técnico, temos as duas grandes estrelas da linha:

  1. Dodge D-600 (Motor V8): Este modelo era o favorito para quem buscava vigor e respostas rápidas. Equipado com o vigoroso motor Chrysler V8 a gasolina de 318 polegadas cúbicas (5.2 litros), o D-600 era sinônimo de torque em baixas rotações. Era ideal para operações que exigiam força bruta imediata. Seu sistema de freios de ar de maior capacidade e as molas de sobrecarga garantiam que, mesmo sob carga máxima, o caminhão mantivesse a estabilidade e a segurança.





  1. Dodge PD-600 (Motor Diesel Perkins): Para os frotistas que priorizavam o custo-benefício em longas distâncias, o PD-600 era a escolha lógica. Equipado com o motor Diesel Perkins 6-354.2, este caminhão oferecia uma economia de combustível superior. O folder destaca a eficiência deste motor em diversas altitudes, mantendo o rendimento tanto em nível do mar quanto em regiões montanhosas.

Exclusividade Chrysler: O PD-600 Turbo Compensado

Uma das grandes novidades apresentadas é a versão Turbo Compensada do PD-600. Graças ao novo motor Perkins turbinado, a Chrysler conseguiu entregar máxima potência sem perda de rendimento em grandes altitudes — um problema comum em motores aspirados na época. Isso tornava o Dodge PD-600 Turbo um dos caminhões mais eficientes para cruzar serras e regiões de topografia acidentada, garantindo agilidade e menor tempo de viagem.


Adaptabilidade e Conforto na Cabine

O folder mostra imagens do caminhão em diversas configurações: caçamba basculante para construção, carroceria de madeira para carga geral, transporte de gado e até chassis prontos para receber adaptações especiais. A Chrysler reforçava que seus distribuidores em todo o país ofereciam serviço e peças para garantir que o caminhão nunca ficasse parado.

Por dentro, a cabine convencional de algodão laminado oferecia 7 posições de ajuste para os assentos, algo avançado para o conforto do motorista na década de 70, visando diminuir a fadiga em jornadas exaustivas.







terça-feira, 10 de março de 2026

FOLDER LINHA DODGE 1959

 


O Novo Dodge 1959


O catálogo apresenta o Dodge '59 como "A Novidade de Tudo o que é Grande". O foco está no design arrojado, com as icônicas barbatanas traseiras, novos motores HC-HE (alta compressão e alta economia) e o pioneirismo no sistema de botões para controle da direção e do clima. Destacam-se também os espelhos eletrônicos antirreflexo e o acabamento em esmalte Lustre-Bond.







1. Custom Royal Series (O Topo da Linha)

Esta é a série de maior luxo da marca, definida pela frase: "Tudo nele diz: 'Eis um carro refinado'".

  • Modelos: Inclui o 4-Door Lancer, o 2-Door Lancer e o conversível Custom Royal Lancer Convertible.

  • Destaques: O interior é decorado com o elegante tecido Nassau e vinil de grão sela. O painel é totalmente operado por botões (transmissão TorqueFlite de série). O volante possui formato elíptico para maior visibilidade.



2. Royal Series

A série Royal foca no valor e na satisfação do proprietário, prometendo "dar mais do que aquilo pelo que você pagou".

  • Modelos: Royal Lancer 4-Door e Royal 4-Door Sedan.

  • Destaques: Apresenta linhas fluidas, novas grades e um tratamento dramático nos painéis traseiros. O interior utiliza tecidos Malay e isolamento acústico Acousti-Foam no teto. Oferece o equilíbrio entre o luxo e um preço mais acessível.



3. Coronet Series

Posicionada como o "convite de baixo custo para o automobilismo de luxo", a série Coronet oferece os recursos das séries superiores por um valor reduzido.

  • Modelos: Coronet Lancer 4-Door, Coronet Lancer 2-Door (V-8 ou 6 cilindros), Coronet 2-Door Sedan e o Coronet Lancer Convertible.

  • Destaques: Equipado com o novo motor V-8 Red Ram de 255 hp ou o motor econômico de 6 cilindros. Possui molduras cromadas distintas e interiores em tecido e vinil combinando com a cor externa.



4. Station Wagon Series

Descrita como a "maneira maravilhosa de viver a vida", esta linha foi desenhada para famílias ativas e lazer.

  • Modelos: 9-passenger Custom Sierra (com o Observation Lounge voltado para trás) e a 6-passenger Sierra Station Wagon.

  • Destaques: Apresenta o porta-malas com tranca oculta, porta traseira de peça única com vidro que desce eletricamente e o sistema de assentos que se rebatem totalmente para criar um espaço de carga de 92 pés cúbicos.





VEJA TAMBÉM





quinta-feira, 19 de junho de 2025

MANUAL DE REPARAÇÕES DODGE DAKOTA 1998 / 2002 (DOWNLOAD PDF)




Uma Americana em Território Nacional

A Dakota chegou com uma proposta ousada: ser uma picape média com porte e, principalmente, motorização de gente grande. Fabricada em Campo Largo, no Paraná, pela Chrysler, ela peitava as já estabelecidas S10 e Ranger, mas com um diferencial matador: a opção de um motor V8, algo inédito na categoria.

Seu design musculoso, com os para-lamas dianteiros destacados da linha do capô (inspirado na irmã maior, a Ram), impunha respeito imediato. Ela era oferecida em diferentes configurações de cabine:

Cabine Simples: A versão de trabalho, mais básica.

Cabine Estendida (Club Cab): Com espaço atrás dos bancos dianteiros para pequenas bagagens ou passageiros em trajetos curtos.

Cabine Dupla (Quad Cab): Introduzida mais para o final do ciclo, em 2001, com quatro portas e mais espaço para a família.


Motorizações: O Coração da Dakota

Aqui está a alma da picape e onde o interesse do mecânico se concentra. Basicamente, tivemos três opções principais a gasolina:

Motor 2.5 de 4 cilindros: O mesmo motor do Jeep Wrangler, com 121 cv. Equipava as versões de entrada e era claramente subdimensionado para o peso da picape. É a versão mais rara e menos procurada, pois o desempenho deixa a desejar.

Motor V6 3.9 Magnum: Este era o motor intermediário e o mais equilibrado. Com 177 cv e um torque generoso de mais de 30 kgfm, oferecia um desempenho vigoroso e um ronco bastante agradável. É um motor robusto, derivado diretamente da família de motores V8 da Chrysler.

Motor V8 5.2 Magnum: A estrela da companhia. Com 232 cv e mais de 40 kgfm de torque, este motor transformava a Dakota em um verdadeiro muscle truck. Equipando as versões Sport e, principalmente, a icônica R/T (Road/Track), ele oferecia acelerações e retomadas que nenhuma concorrente da época sequer sonhava em alcançar.


Pontos Fortes (principalmente V6 e V8):

Robustez dos Motores Magnum: Tanto o V6 quanto o V8 são motores de concepção antiga (OHV, comando no bloco), o que se traduz em grande durabilidade e resistência. São conhecidos por aguentar o tranco se bem cuidados.

Torque Abundante: A força em baixas rotações é o ponto alto. Para rebocar, subir ladeiras ou simplesmente para sentir o corpo colar no banco, são fantásticos.

Conforto de Rodagem: A suspensão dianteira com barras de torção e o eixo rígido na traseira garantem um rodar mais suave e confortável que o das concorrentes diretas.

Câmbio Automático: O câmbio automático de 4 marchas que equipava as V8 (44RE/46RE) é robusto, mas exige atenção na manutenção para não dar dor de cabeça.

Pontos de Atenção e Problemas Comuns:

Consumo de Combustível: Não há milagre. Os motores Magnum, especialmente o V8, são beberrões. Médias de 4-5 km/l na cidade e 7-8 km/l na estrada são o esperado.

Aquecimento: O sistema de arrefecimento precisa estar impecável. Qualquer problema no radiador, na válvula termostática ou na bomba d'água pode levar a um superaquecimento, com risco de trincar cabeçotes, um reparo caro.

Suspensão Dianteira: Os pivôs e terminais de direção da suspensão dianteira costumam apresentar folgas e exigem verificação periódica.

Freios: Muitos proprietários consideram os freios subdimensionados para o peso e a performance da picape, especialmente nas V8. Manter o sistema em dia é crucial para a segurança.

Peças de Acabamento e Elétrica: Encontrar peças de acabamento interno e componentes elétricos específicos, como botões e módulos, pode ser um desafio e muitas vezes requer importação. O módulo de injeção (ECU) é um item que pode apresentar defeito e seu reparo ou troca tem um custo elevado.

PARA TER ACESSO AO MANUAL DE REPARAÇÕES DO DODGE DAKOTA BASTA CLICAR NELE LIGO ABAIXO






quarta-feira, 13 de março de 2024

MANUAL DODGE POLARA 1980 (DOWNLOAD PDF)

 MANUAL DODGE POLARA 1980 (DOWNLOAD PDF)

DOWNLOAD NO FINAL DA POSTAGEM


O Sobrevivente de uma Crise

Para entender o Polara de 1980, é preciso voltar um pouco no tempo. Ele nasceu em 1973 como Dodge 1800. O lançamento foi um desastre: o carro foi colocado no mercado às pressas, cheio de defeitos de fabricação, problemas no carburador, acabamento ruim e falhas mecânicas que mancharam sua reputação de forma quase irreversível. A Chrysler correu atrás do prejuízo, fez melhorias e, em 1976, rebatizou o carro como Dodge Polara para tentar limpar a imagem.

Em 1980, a situação era ainda mais complexa. A Chrysler do Brasil havia sido comprada pela Volkswagen no ano anterior (1979). Portanto, o Polara 1980 era, na prática, um carro da Dodge fabricado e vendido pela Volkswagen. Ele já era um sobrevivente, um remanescente da era Chrysler no país.




Análise Mecânica do Polara 1980

O modelo de 1980 já era um carro muito superior ao seu "eu" de 1973. A Volkswagen, conhecida por seu controle de qualidade mais rígido, manteve a produção com algumas melhorias.

Motor: O coração do Polara era um motor de 1.8 litro (1.799 cm³), 4 cilindros em linha, de concepção inglesa (origem Hillman Avenger). Em 1980, este motor entregava cerca de 82 cv na versão a gasolina. Era um motor de comando no bloco (OHV), com virabrequim de 5 mancais, o que lhe conferia robustez.

Carburador: Este sempre foi um ponto sensível no modelo. Após usar carburadores Solex e Hitachi em anos anteriores, os modelos de 1980 vinham majoritariamente com um carburador da marca SU (de fabricação Wecarbrás), que já estava bem acertado para o motor, proporcionando um funcionamento mais redondo e consumo razoável para a época.

Transmissão: O câmbio era manual de 4 marchas, com engates que não eram um primor de precisão, mas eram robustos. A tração era traseira, uma característica que, combinada com a boa distribuição de peso, dava ao Polara uma excelente estabilidade – um de seus maiores elogios na época.

Suspensão: Dianteira independente (McPherson) e traseira com eixo rígido. Era um conjunto que privilegiava o conforto e, como dito, a estabilidade, superando muitos concorrentes diretos nesse quesito.

Freios: Discos sólidos na dianteira e tambores na traseira. Um sistema adequado para o desempenho do carro, sem grandes problemas crônicos.




Versões e Novidades de 1980

Para o ano de 1980, a linha Polara trouxe pequenas atualizações estéticas e uma nova versão de topo:

Versões: L, GL e GLS.

Mudanças: Novos para-choques com ponteiras de plástico (uma modernização na época) e a placa traseira reposicionada para o espaço entre as lanternas.

Dodge Polara GLS: Esta foi a grande novidade. Era uma versão com apelo mais esportivo e luxuoso, direcionada ao público jovem. Tinha acabamentos externos em preto no lugar dos cromados, faixas laterais, painel mais completo com conta-giros e manômetro de óleo, e um acabamento interno mais caprichado.




O Fim da Linha

O destino do Polara foi selado pela sua nova dona. A Volkswagen não tinha interesse em manter um produto que concorria diretamente com seu campeão de vendas, o Passat. Além disso, a rede de concessionárias Chrysler estava sendo desmantelada.

Assim, em 1981, a produção de toda a linha Dodge no Brasil (Polara, Dart, Charger e as picapes) foi encerrada. O Polara saiu de linha com um total de pouco mais de 92 mil unidades produzidas desde 1973.

Em resumo, o Dodge Polara de 1980 era um carro injustiçado: um sedã médio-pequeno, confortável, muito estável e com um design atraente (especialmente o fastback de 2 portas), mas que nunca conseguiu se livrar completamente dos pecados de seu lançamento conturbado e que acabou sendo vítima de uma mudança de estratégia corporativa. Hoje, é um clássico raro e apreciado por entusiastas que conhecem sua verdadeira história.