segunda-feira, 17 de julho de 2023

CATÁLOGO DE PEÇAS MARRUÁ AM1 AM2 AML e VTNE (DOWNLOAD PDF)




Raízes Militares: Entenda as Versões Agrale Marruá AM1, AM2, AML e a mítica VTNE


Para quem acompanha a história dos veículos militares brasileiros, o nome Agrale Marruá é sinônimo de sobrevivência e engenharia estratégica. Mas quando entramos no universo dos manuais militares e das fichas técnicas do Exército, deparamos com uma sopa de letrinhas: AM1, AM2, AML, VTNE... O que tudo isso significa?

Hoje, vamos voltar às origens desse jipe puramente nacional e decifrar o significado e a função de cada uma dessas siglas que batizaram as primeiras gerações do touro pantaneiro da Agrale.

A Herança da Engesa e o Nascimento do Projeto

No início dos anos 2000, o Exército Brasileiro enfrentava um dilema: a frota de jipes Engesa EE-4 e EE-12 estava envelhecendo, e o mercado civil não oferecia nenhum utilitário com a robustez e simplicidade mecânica exigidas para o combate. Foi aí que a Agrale adquiriu os direitos e os espólios do projeto do antigo jipe Engesa EE-12, modernizou completamente a sua geometria, suspensão e trem de força, dando vida à primeira geração do Marruá.


As primeiras nomenclaturas de fábrica nasceram aí: AM1 e AM2.

AM1 vs. AM2: As Primeiras Diretrizes

Essas duas siglas representam os primeiros passos práticos do Marruá dentro dos quartéis, divididos essencialmente pela capacidade de carga e configuração de carroceria:

Agrale Marruá AM1 (Viatura de Transporte Leve)

O AM1 foi a designação inicial para o jipe de reconhecimento com capacidade para 4 tripulantes. Era o substituto direto dos antigos jipes Willys e Engesa de chassis curto.

  • Foco: Agilidade, patrulha rápida e transporte de oficiais.

  • Características: Entre-eixos mais curto, capota de lona totalmente removível e para-brisa rebatível. Equipado inicialmente com o icônico motor MWM Sprint 4.07 TCE mecânico (e depois eletrônico), entregando um torque bruto em baixíssimas rotações.

Agrale Marruá AM2 (Viatura de Transporte Utilitário)

O AM2 nasceu da necessidade de maior espaço volumétrico. Enquanto o AM1 era o "jipe de patrulha", o AM2 assumia uma postura mais utilitária, operando muitas vezes como uma picape leve ou viatura de apoio logístico dentro do mesmo chassi reforçado.

AML: O Marruá de Chassis Longo

A sigla AML refere-se diretamente à configuração de Chassis Longo (L) da Agrale. Percebendo que o espaço traseiro do jipe padrão limitava o transporte de equipamentos de comunicação complexos ou feridos em macas, a engenharia da marca estendeu o entre-eixos do veículo.

O Marruá AML tornou-se a plataforma perfeita para:

  • Ambulâncias de Campanha: Capazes de resgatar feridos diretamente na linha de frente, onde ambulâncias civis quebrariam no primeiro barranco.

  • Viaturas de Comando e Controle: Equipadas com pesados rádios transceptores e geradores auxiliares para comunicação de campanha.

  • Transporte de Tropa Expandido: Permitindo levar mais soldados equipados na parte traseira.

VTNE: A Nomenclatura Oficial do Exército

Se você abrir um manual técnico ou uma ordem de serviço do Exército Brasileiro, dificilmente verá o veículo ser chamado apenas de "Marruá AM11" ou "AM2". A designação militar padrão para a maioria dessas configurações é VTNE.

O que significa VTNE? Viatura de Transporte Não Especializada.

Essa classificação é usada pelas Forças Armadas para categorizar veículos utilitários que, embora tenham características militares (como ganchos de amarração para transporte aéreo, sistema elétrico blindado contra água e faróis de camuflagem "luz de guerra"), são destinados ao transporte geral de carga, pessoal ou missões administrativas de rotina — diferenciando-se das viaturas blindadas de combate puro (como os blindados Guarani ou Cascavel).

Portanto, um Agrale Marruá AM11 ou AM2, quando fardado e incorporado ao batalhão, recebe oficialmente a plaqueta de VTNE 3/4 Ton (referente à sua capacidade de carga útil em terreno severo).

O Legado Mecânico dessas Versões

Independentemente de ser um AM1, AM2 ou AML, a receita mecânica que garantiu o sucesso dessas primeiras safras do Marruá incluiu:

  • Motores MWM Sprint (altamente confiáveis e com manutenção conhecida por qualquer mecânico de rincão do Brasil).

  • Eixos rígidos Dana 44 na dianteira e Dana 70 ou similares na traseira, aguentando impactos contínuos sem desalinhamento.

  • Caixa de transferência manual, dispensando acionamentos eletrônicos por botão que poderiam falhar em submersão.

O Agrale Marruá é um veículo brasileiro projetado para uso militar, off-road e em condições extremas. Aqui está um resumo completo sobre ele:


O Catálogo de Peças

Para baixar o catálogo de peças basta clicar nele logo abaixo.




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