A Trajetória do Chevrolet Vectra no Brasil de 2004 a 2011
Se na década de 1990 o Vectra A revolucionou o mercado e o Vectra B se consolidou como o sedã médio mais desejado do país, os anos 2000 trouxeram desafios inéditos para a Chevrolet. A concorrência japonesa (Civic e Corolla) começou a ditar as regras, e a GM precisou reinventar seu principal sedã para mantê-lo relevante.
Foi um período de transições drásticas, despedidas emocionantes e mudanças de plataforma que dividem a opinião dos entusiastas até hoje. Vamos viajar ano a ano e entender tudo o que aconteceu com o Vectra de 2004 até o seu adeus definitivo em 2011.
2004: O Fiel Guerreiro "Vectra B" e seus Últimos Suspiros
Em 2004, o amado "Vectra B" (lançado por aqui em 1996) já sentia o peso da idade perante os rivais, mas continuava sendo uma referência em conforto e estabilidade. Vendido nas versões Expression, Elegance e Elite, ele ainda não havia entrado na onda dos motores flex (algo que a GM já testava no Corsa e Montana). Curiosidade Gearhead: Essa geração é até hoje venerada pelos puristas por causa da sua suspensão traseira independente multilink, que garantia um contorno de curva excepcional e um rodar muito macio, algo que se perderia nas gerações seguintes.
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2005: A Despedida com a Série "Collection"
O ano de 2005 marcou o fim da linha para o Vectra B. Para fechar com chave de ouro uma trajetória de quase uma década de sucesso, a GM lançou a série especial Collection, limitada a apenas 1.000 unidades.Todas as unidades vinham na belíssima cor Cinza Lotus, com bancos em couro cinza claro, detalhes imitando fibra de carbono no painel e rodas aro 16 exclusivas. Sob o capô, o confiável 2.0 8V de 110 cv. Hoje, um "Vectra B Collection" em bom estado é item de colecionador.
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2006: O Polêmico (e Desejado) "Novo Vectra"
Foi aqui que o jogo virou completamente. No final de 2005, já como modelo 2006, a GM apresentou o Novo Vectra (conhecido no Brasil como Vectra C). A grande polêmica? Ele não era o Vectra europeu autêntico, mas sim um sedã derivado da plataforma do Opel Astra H (substituindo também a plataforma da Zafira).A Mudança: O carro ficou muito mais espaçoso, imponente e ganhou tecnologia, mas perdeu a suspensão traseira independente em favor de um simples eixo de torção. Na motorização, finalmente adotou a tecnologia Flexpower no motor 2.0 8v (128 cv com álcool) e oferecia um fortíssimo 2.4 16v Flex (150 cv) na versão topo de linha Elite.
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2007: A Chegada do Irmão Mais Novo, o Vectra GT
Se o sedã brigava com Civic e Corolla, a GM precisava de um substituto para o Astra hatch para encarar o VW Golf e o Ford Focus. A solução foi trazer o design do Astra europeu e batizá-lo por aqui de Vectra GT.Vendido nas versões GT e na esportivada GT-X (que trazia rodas exclusivas aro 17 e um visual mais agressivo), o hatch usava o mesmo motor 2.0 8v do sedã. A inovação tecnológica do ano para a linha Vectra foi a introdução do sistema de navegação GPS integrado ao painel em algumas versões, um luxo raro na época.
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2008: O Adeus ao Motor 2.4
O ano de 2008 foi marcado por uma reestruturação de portfólio. O excelente (porém beberrão) motor 2.4 16v da versão Elite foi descontinuado. O motivo? Os altos impostos para motores acima de 2.0 litros tornavam o carro muito caro, além do alto consumo de combustível que afastava os compradores. A partir daqui, toda a linha Vectra (sedã e hatch) passou a usar exclusivamente o motor 2.0 8v Flexpower.
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2009: O Refinamento do "Next Edition"
Para combater o envelhecimento do design e as reclamações sobre o desempenho do motor 2.0 (que sofria para puxar os quase 1.300 kg do carro), a GM lançou o Vectra Next Edition.A reestilização trouxe uma nova grade frontal (abandonando o vinco central estilo "V" por uma barra cromada com a gravata dourada ao centro) e novos para-choques. Mas a maior atualização estava na mecânica: o motor 2.0 8v foi retrabalhado, ganhando coletor de admissão em plástico e novos comandos, saltando para 140 cv de potência (com etanol). O carro ficou visivelmente mais esperto e um pouco mais econômico.
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2010: Foco no Custo-Benefício
Sem grandes mudanças mecânicas ou estéticas em 2010, a GM focou em rechear o Vectra de equipamentos para mantê-lo competitivo. O modelo ganhou novas rodas e o ar-condicionado digital passou a ser padrão em mais versões. O sedã já não era o líder de vendas isolado e não tinha a modernidade dos rivais japoneses, mas conquistava os taxistas executivos e famílias pelo excelente espaço interno, porta-malas gigante (526 litros) e manutenção barata e conhecida (o bom e velho motor Família II).
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2011: O Fim de uma Era (e a Volta do "Collection")
O ano de 2011 selou o fim do nome Vectra no Brasil. A Chevrolet estava preparando o terreno para a chegada de um projeto global muito mais moderno: o Cruze.
Para se despedir, a GM repetiu a receita de 2005 e lançou a série especial Vectra Collection (desta vez na geração C). Foram produzidas 2.000 unidades, curiosamente pintadas na cor Verde Lotus (um tom metálico muito elegante e exclusivo da versão). Ele trazia emblemas específicos, bancos em couro com a inscrição "Collection" bordada e manual do proprietário com capa de couro. Foi um adeus digno para um dos nomes mais fortes da história automotiva brasileira.
O Vectra deixou saudades, evoluindo de um sonho de consumo nos anos 90 para um sedã racional e robusto no fim de sua vida. Qual dessas fases do Vectra marcou mais a sua história? Você era do time do elegante "B" de 2004 ou preferia o visual imponente do Next Edition? Deixe seu comentário!









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