Manual de reparações e o Impacto do Lançamento do Chevrolet Kadett em 1989
Se você puxar pela memória os carros que rodavam pelo Brasil no final dos anos 80, o cenário era dominado por projetos já bem cansados visualmente. Mas em abril de 1989, a Chevrolet chacoalhou o mercado nacional com um lançamento que redefiniu o conceito de modernidade no país: o Chevrolet Kadett.
Derivado do Opel Kadett E europeu (lançado lá fora em 1984), ele chegou por aqui com a missão de atualizar a linha da GM e preencher o espaço entre o Chevette e o Monza. O sucesso foi imediato. Vamos relembrar por que o modelo de 1989 foi uma verdadeira revolução sobre rodas?
Aerodinâmica Inédita e Vidros Rentes à Carroceria
O grande choque do Kadett 1989 foi o design. Enquanto a maioria dos carros nacionais usava linhas quadradas e vincos pronunciados, o Kadett ostentava formas arredondadas e fluidas.
Ele foi o primeiro carro nacional projetado com foco extremo em aerodinâmica, alcançando um excelente coeficiente (Cx) de 0,32. Para se ter uma ideia de como ele era moderno:
Os vidros eram rentes à carroceria (colados, e não encaixados em grossas borrachas), diminuindo o ruído do vento.
Não havia calhas de chuva aparentes no teto.
A traseira do tipo hatchback tinha um caimento suave e trazia saídas de ar pretas nas colunas traseiras, que se tornaram a marca registrada do carro.
As Três Versões Clássicas de Estreia
Em 1989, a Chevrolet escalou três versões para atender públicos bem diferentes, todas inicialmente equipadas com motores carburados (o carburador de corpo duplo era o padrão na época):
1. Kadett SL (Standard Luxury)
Era a versão de entrada, focada em frotistas ou em quem queria o design moderno sem gastar muito. O acabamento era mais simples, com motor 1.8 (95 cv no álcool), mas já mostrava o bom acerto de suspensão do carro.
2. Kadett SL/E (Super Luxury Elegance)
O queridinho da classe média alta. Vinha com acabamento interno caprichado (veludo nos bancos), relógio digital no teto, conta-giros e opcionais cobiçados como direção hidráulica, vidros e travas elétricas. O motor também era o confiável 1.8 Família II da GM.
3. Kadett GS (Gran Sport)
Aqui o coração batia mais forte. A versão esportiva de 1989 trazia o motor 2.0 de 110 cv (no álcool). Ele vinha com para-choques exclusivos na cor do carro, aerofólio traseiro, saídas de ar no capô, bancos Recaro e faróis de milha embutidos. Era o terror dos donos de Passat Pointer e Gol GTi nos semáforos.
Se você tem um modelo desses com certeza necessita de informações do fabricante com detalhes para realizar as manutenções necessárias
Sendo assim estamos disponibilizando um conteúdo completo com todos os manuais de reparação do Kadett 1989

















