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Guia Completo dos Peugeots de 1995: Do Compacto 106 ao Lendário 405 Mi16
O ano de 1995 foi um período de ouro para a Peugeot, marcando a consolidação da marca com uma linha que unia a robustez dos motores das famílias TU e XU ao refinamento dinâmico e ao design atemporal — muitos deles assinados pelo estúdio Pininfarina.
Abaixo, você confere a identidade visual dessa geração clássica, seguida por um raio-x técnico de cada modelo e suas respectivas versões.
Peugeot 106: O Compacto Ágil
Em 1995, o 106 ainda estava em sua Fase 1 (o facelift viria no ano seguinte). Era o modelo de entrada da marca, famoso por seu baixíssimo peso (frequentemente abaixo dos 850 kg) e por uma calibração de chassi que o tornava extremamente divertido de guiar, mesmo nas versões mais mansas.
No Brasil e na Europa, era equipado com os motores da família TU (como o 1.0 de 8 válvulas e o 1.4). Sua suspensão traseira por barras de torção independentes garantia a clássica agilidade francesa em curvas.
Peugeot 306: A Referência Dinâmica
O 306 substituiu o 309 e elevou o nível de acabamento e dirigibilidade dos hatchbacks médios da época. Em 1995, a linha contava com variações impressionantes:
306 XS: A versão de apelo esportivo "civil". Geralmente oferecida com carroceria de 3 portas, utilizava o motor 1.6 (TU5) ou o 1.8 8v (XU7). Tinha visual agressivo com faróis de neblina e bancos com abas mais pronunciadas, mas com calibração voltada para o uso diário.
306 S16: A verdadeira fera da linha antes da chegada do cultuado GTI-6. O S16 de 1995 utilizava o motor 2.0 16v (XU10J4) que entregava cerca de 155 cv. Com coletor de admissão variável (ACAV) e câmbio manual de 5 marchas, era um hot hatch purista e de respostas ariscas.
306 Cabriolet: Uma obra de arte desenhada (e montada) pela Pininfarina na Itália. A grande sacada do design foi esconder completamente a capota rígida quando recolhida, além de eliminar a coluna B ou a barra de rolagem (santantônio) aparente, criando um perfil lateral incrivelmente limpo.
Peugeot 405: A Elegância Executiva
O 405 já era um veterano em 1995 (lançado no final dos anos 80), mas havia passado pelo seu facelift (Fase 2) que modernizou bastante o interior e o painel de instrumentos.
405 GLi e SRi 1.8: Eram as versões de acesso e intermediárias. O motor 1.8 8v (XU7) oferecia uma condução suave e muito confiável.
405 STi / SRi: As opções de luxo. O STi trazia requintes como bancos de couro, acabamentos que imitavam madeira, teto solar e, mecanicamente, o motor 2.0 8v (XU10) com injeção multiponto.
405 Break: A perua da linha. Mantinha a excelente dinâmica do sedan graças à suspensão traseira com braços arrastados e barras de torção horizontais, o que permitia um porta-malas com assoalho totalmente plano e muito amplo.
405 Mi16: O sedã esportivo lendário. Em 1995, ele utilizava o motor 2.0 16v (o mesmo XU10J4 do 306 S16), gerando 152 cv. Embora fosse um pouco menos potente que o Mi16 de 1.9L da Fase 1 (devido à obrigatoriedade do catalisador), ele compensava com mais torque em baixas rotações e um visual ainda bastante intimidador com seu aerofólio traseiro de fábrica.




















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