sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

MANUAL MECÂNICO RENAULT DAUPHINE (DOWNLOAD PDF GRÁTIS)

 



Guia Técnico de Restauração: Renault Dauphine (Willys-Overland)

O Renault Dauphine, fabricado sob licença pela Willys-Overland do Brasil, foi um marco de elegância e economia. Para os restauradores, o manual mecânico é a "bíblia" que garante a originalidade. Abaixo, detalhamos os principais sistemas deste ícone.

Características Gerais e Dimensões

O Dauphine foi projetado para ser um carro urbano ágil. Com um comprimento total de 3,985 metros e um entre-eixos de 2,267 metros, ele oferecia um excelente raio de giro de apenas 4,55 metros, o que o tornava imbatível em manobras. O peso leve de 650 kg (em ordem de marcha) era o segredo por trás do seu desempenho satisfatório, mesmo com um motor de baixa cilindrada.

O Coração: Motor "Ventoux" Tipo 670-1

O motor traseiro é uma unidade de 4 cilindros em linha com 845 cm³. Ele utiliza camisas de cilindro úmidas e removíveis, uma tecnologia avançada para a época que facilita a retífica. Este motor entrega 31 CV a 4.200 rpm. O manual detalha procedimentos críticos, como o ajuste das válvulas (folga de 0,10 mm para admissão e 0,20 mm para escape, com motor frio) e o torque do cabeçote, essencial para evitar o empenamento da peça de alumínio.

MANUAL MECÂNICO RENAULT DAUPHINE - MOTOR


Sistema de Embreagem

A embreagem é do tipo monodisco a seco, com comando mecânico por cabo. O manual enfatiza a necessidade de manter o curso morto do pedal entre 15 e 20 mm. Se essa regulagem não for respeitada, a embreagem pode patinar, causando desgaste prematuro do disco e do platô, ou dificultar o engate das marchas, forçando os sincronizadores da caixa.

MANUAL MECÂNICO RENAULT DAUPHINE - EMBREAGEM

Equipamento Elétrico e Ignição

O sistema elétrico do Dauphine utiliza um dínamo (geralmente das marcas Ducellier, Walita ou Bosch) para carregar a bateria. O manual traz esquemas completos para a regulagem do distribuidor. O ponto de ignição e o estado do platinado (abertura de 0,40 a 0,50 mm) são vitais para que o carro não sofra com superaquecimento ou falta de potência.

MANUAL MECÂNICO RENAULT DAUPHINE - ALTERNADOR

Caixa de Mudanças e Diferencial

A transmissão e o diferencial formam um conjunto único montado na traseira. O manual detalha a desmontagem das engrenagens e a importância da pré-carga dos rolamentos do pinhão. O uso do óleo correto (geralmente SAE 80 ou 90) é fundamental para a longevidade das engrenagens hipoides do diferencial.

MANUAL MECÂNICO RENAULT DAUPHINE - CAIXA DE MARCHA

Suspensão e Articulação Dianteira

A suspensão dianteira é independente, utilizando braços triangulares e molas helicoidais. O manual destaca a manutenção das buchas e pivôs. Qualquer folga nessas articulações compromete diretamente o alinhamento (convergência e câmber), resultando em um dirigir instável e desgaste irregular dos pneus.

MANUAL MECÂNICO RENAULT DAUPHINE - SUSPENÇÃO DIANTEIRA

O Sistema de Direção

A direção é do tipo pinhão e cremalheira, o que era muito moderno para a época. O ajuste da folga entre o pinhão e a cremalheira é descrito no manual para evitar a sensação de "direção solta" ou endurecimento excessivo. É um sistema simples, mas que exige lubrificação constante com graxa específica.

MANUAL MECÂNICO RENAULT DAUPHINE - SISTEMA DE DIREÇÃO

Sistema de Freios Hidráulicos

O Dauphine utiliza freios a tambor nas quatro rodas. O manual técnico orienta sobre a purga (sangria) do sistema para eliminar bolhas de ar e a regulagem manual das sapatas. Freios bem regulados são cruciais, dado que o peso do carro está concentrado na traseira.

MANUAL MECÂNICO RENAULT DAUPHINE - FREIOS

Nesse manual você ainda vai conferir instruções sobre: 

Rodas, Cubos e Tambores

Amortecedores e Estabilidade

Carroceria e Estrutura

Ferramentas Especiais


PARA TER ACESSO AO MANUAL MECÂNICO RENAULT DAUPHINE COMPLETO BASTA CLICAR NA IMAGEM ABAIXO.











segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

MANUAL DO PROPRIETÁRIO FIAT PRÊMIO 1986 (DOWNLOAD PDF GRÁTIS)


 

Manual do Proprietário do Fiat Prêmio 1986 e sua história.

O Fiat Prêmio é um daqueles carros que marcou a transição da indústria automobilística brasileira nos anos 80, trazendo sofisticação e racionalidade para um mercado que ainda estava se acostumando com carros mais modernos e eficientes. Lançado em 1985 (como modelo 1986), ele foi a variante sedã do icônico Fiat Uno, mas com uma personalidade própria e muita história para contar.

Aqui está tudo o que você precisa saber sobre o clássico Fiat Prêmio 1986.


A História e o Conceito

Enquanto o Uno era o hatch revolucionário, o Prêmio chegou com a missão de substituir o Fiat Oggi e competir no acirrado segmento de sedãs compactos, enfrentando rivais de peso como o Chevrolet Monza (em suas versões de entrada) e o VW Voyage.


O desenho, assinado pelo lendário Giorgetto Giugiaro, conseguia algo difícil na época: adicionar um porta-malas a um hatch sem parecer um "remendo". O resultado foi um sedã de duas portas (as quatro portas só chegariam anos depois) com linhas retas, aerodinâmicas e uma área envidraçada generosa.


O Grande Diferencial: O Porta-Malas

Se o Uno era elogiado pelo espaço interno, o Prêmio 1986 chocou o mercado com o seu porta-malas. Eram impressionantes 530 litros de capacidade — um recorde para a categoria na época. Para se ter uma ideia, ele carregava mais bagagem do que muitos carros de luxo da década de 80. Isso foi possível graças ao design da traseira alta e ao estepe que ficava alojado dentro do compartimento do motor, uma característica clássica da plataforma do Uno/147.



Motorização e Desempenho

Em 1986, o Prêmio era oferecido principalmente em duas versões de acabamento: S e CS.

Motor 1.3 Fiasa: Conhecido pela sua valentia e pelo som característico, entregava cerca de 60 cv (gasolina) ou 70 cv (álcool). Era um motor que gostava de giros altos e era extremamente econômico.

Motor 1.5 Sevel (lançado pouco depois): Trouxe mais fôlego para quem viajava com o carro carregado, oferecendo um torque superior.


O Manual do Proprietário do Fiat Prêmio 1986

Para quem possui ou está restaurando um exemplar, o Manual do Proprietário é uma peça de colecionador e uma ferramenta técnica indispensável.

O manual da época era muito bem ilustrado e trazia informações essenciais.











domingo, 26 de janeiro de 2025

CATÁLOGO DE PEÇAS UTILITÁRIOS CHEVROLET 1976 - EDIÇÃO 1990 (DOWNLOAD PDF GRÁTIS)

 


O Legado dos Utilitários Chevrolet: Uma Análise do Catálogo de Peças 1964-1984


A história da General Motors no Brasil é profundamente marcada pela robustez de seus utilitários e caminhões. Através da análise do catálogo de peças que abrange o período de 1964 a 1984, uma visão detalhada sobre a engenharia da época é proporcionada aos entusiastas e restauradores. Neste guia, os pontos principais da manutenção e os componentes que mantiveram esses gigantes rodando por décadas são destacados.

Motorização e Blocos de Cilindros

O coração dos caminhões Chevrolet é representado por motores de alta cilindrada e resistência. Pelo catálogo, é indicado que o motor 4.8L foi amplamente utilizado em modelos como o A60 e C60, com variações específicas para gasolina e álcool.

CATÁLOGO DE PEÇAS UTILITÁRIOS CHEVROLET 1976 - MOTOR

A estrutura interna desses motores é composta por componentes de precisão. O bloco do motor é descrito como a base onde êmbolos (pistões), anéis e bielas são instalados. É observado que jogos de anéis em diversas medidas (STD, .020, .030, etc.) eram oferecidos para permitir retíficas e prolongar a vida útil do conjunto. As árvores de manivelas (virabrequins) e as árvores de comando de válvulas são listadas como peças fundamentais para a sincronização mecânica, sendo protegidas por vedadores de óleo e casquilhos de alta resistência.


Cabeçote e Sistema de Válvulas

A parte superior do motor, especificamente o cabeçote, é detalhada como uma unidade complexa. Nele, balancins de admissão e escapamento são montados sobre eixos fixados por suportes. A regulagem da folga das válvulas é realizada por meio de parafusos ajustadores e varetas impulsoras.

CATÁLOGO DE PEÇAS UTILITÁRIOS CHEVROLET 1976 FOTO DAS VALVULAS

Um ponto de evolução técnica é notado na transição dos anos: enquanto modelos mais antigos utilizavam tuchos mecânicos, versões posteriores (como as de 1981-1984) passaram a ser equipadas com tuchos hidráulicos, o que reduzia a necessidade de manutenções constantes e proporcionava um funcionamento mais silencioso. A vedação dessa área é garantida por juntas de cortiça ou materiais sintéticos, que devem ser substituídas sempre que a cobertura do cabeçote for removida para inspeção.


Sistemas de Fixação e Arrefecimento

A estabilidade do motor dentro do chassi é garantida por um sistema de suportes e coxins. É especificado no manual que suportes dianteiros e traseiros, acompanhados de retentores e espaçadores, são utilizados para absorver as vibrações geradas pela combustão. A correta instalação desses itens é vital, pois a integridade estrutural do veículo pode ser comprometida por fixações frouxas ou coxins ressecados.

CATÁLOGO DE PEÇAS UTILITÁRIOS CHEVROLET 1976 - ARREFECIMENTO

No que tange ao sistema de lubrificação, esguichos de óleo para as engrenagens de distribuição e filtros de fluxo total são mencionados como garantias de que todas as partes móveis recebam a devida lubrificação sob pressão.

No manual abaixo você vai poder conferir todo o resto como, montagem da lataria, partes internas e externas, acabamentos, suspensão e muito mais.


PARA BAIXAR O CATÁLOGO DE PEÇAS UTILITÁRIOS CHEVROLET 1976 - EDIÇÃO 1990 CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO.


CATÁLOGO DE PEÇAS UTILITÁRIOS CHEVROLET 1976 - MANUAL PARA DOWNLOAD












sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

CATÁLOGO DE PELAS DKW VEMAG FISSORE 1967 (DOWNLOAD PDF)

 

CATÁLOGO DE PELAS DKW VEMAG FISSORE 1967 (DOWNLOAD PDF)

DOWNLOAD NO FINAL DA POSTAGEM

DKW Fissore: O Guia Completo do Raro e Elegante Cupê Brasileiro

Em meio aos carros com design arredondado e de inspiração alemã dos anos 50 e 60, um modelo se destacou nas ruas brasileiras por sua elegância e por suas linhas retas e sofisticadas: o DKW-Vemag Fissore. Lançado em 1964, ele foi a tentativa mais ousada da DKW-Vemag de rejuvenescer sua imagem, oferecendo ao mercado um cupê de luxo com design italiano e a consagrada e carismática mecânica de motor dois tempos.

Considerado por muitos como o mais belo de todos os DKWs nacionais, o Fissore é hoje uma joia rara, um testemunho de uma época de otimismo e criatividade na indústria brasileira.

A História: Uma Parceria Ítalo-Brasileira

No início dos anos 60, a Vemag, que produzia os modelos DKW (Belcar e Vemaguet) no Brasil, sentiu a necessidade de modernizar sua linha. A solução foi buscar na Itália, o berço do design automotivo, uma nova carroceria. A parceria foi firmada com o estúdio Carrozzeria Fissore, que criou um cupê de duas portas com linhas limpas e modernas, montado sobre a robusta plataforma mecânica já utilizada pela DKW.

O resultado foi apresentado no Salão do Automóvel de 1964, um carro que se diferenciava de tudo o que era produzido no país, com um apelo mais esportivo e sofisticado.




Design: A Vanguarda das Linhas Retas

O grande trunfo do Fissore era seu visual. Em uma época dominada por curvas, ele antecipou a tendência de design dos anos 70 com suas características marcantes:

Linhas retas e angulares.

Teto baixo e plano, com colunas finas que criavam uma ampla área envidraçada.

Traseira curta com lanternas verticais e elegantes.

Frente imponente com quatro faróis, um visual que seria adotado posteriormente pelos "irmãos" Belcar e Vemaguet.

Essa combinação dava ao Fissore uma aparência leve, ágil e muito mais moderna que a de seus contemporâneos.





Mecânica: O Carismático Motor Dois Tempos

Sob o capô de design italiano, pulsava o coração alemão que caracterizava todos os DKWs: o motor de três cilindros e dois tempos, que produzia um som agudo e inconfundível.

Motor: 3 cilindros em linha, 2 tempos, com 981 cm³ (1.000 cc).

Potência: 50 cv a 4.500 rpm.

Torque: 8,5 kgfm a 2.250 rpm.

Transmissão: Câmbio de 4 marchas com alavanca na coluna de direção e roda livre, que permitia que o carro andasse em "banguela" para economizar combustível.

Tração: Dianteira.

Lubrificação: A lubrificação do motor era feita pela mistura de óleo 2 tempos diretamente na gasolina. Nos últimos modelos, foi introduzido o sistema Lubrimat, um reservatório de óleo separado que fazia a mistura automaticamente, uma grande inovação para a época.

Apesar da potência modesta, o baixo peso do carro e o bom torque em baixas rotações garantiam ao Fissore uma agilidade surpreendente no trânsito.

Vida Curta e Legado de Exclusividade

Apesar de sua beleza e de ser um carro à frente de seu tempo, a trajetória do DKW Fissore foi curta. Sua produção era mais complexa e cara que a dos outros modelos da marca, o que o tornava um veículo de nicho.

A produção foi encerrada em 1967, quando a Volkswagen adquiriu a Vemag e decidiu descontinuar toda a linha DKW no Brasil para focar em seus próprios produtos. Estima-se que apenas 2.638 unidades do Fissore foram produzidas, o que o torna um dos automóveis nacionais mais raros e valorizados por colecionadores.