Volkswagen Apollo 1990: O Nascimento do Sedã Esportivo
Em 1990, a Volkswagen surpreendia o mercado com o lançamento do Apollo. O folder de lançamento destacava um carro que unia a carroceria moderna de um sedã de duas portas (baseada no Ford Escort) com o DNA mecânico da Volkswagen. O grande chamariz deste primeiro ano era, sem dúvida, o motor AP 1.8, conhecido pela sua robustez e performance, o que dava ao Apollo uma vantagem de desempenho sobre muitos concorrentes da época.
O design do modelo 1990 focava na sobriedade e elegância. Diferente do seu irmão de plataforma, o Apollo trazia lanternas traseiras fumês e calotas exclusivas que remetiam aos modelos mais caros da VW. No interior, o luxo era o foco: bancos com tecidos de alta qualidade, painel com conta-giros e uma ergonomia pensada para o motorista. O folder da época enfatizava o conforto de condução e o câmbio de engates precisos, uma característica amada pelos fãs da marca.
Um ponto interessante do modelo 1990 era a sua suspensão. Embora compartilhasse a arquitetura com o Verona, a Volkswagen aplicou uma calibragem levemente mais firme, buscando entregar uma dirigibilidade mais direta e esportiva. Para quem buscava um sedã que não fosse apenas "um carro de família", mas que tivesse fôlego para a estrada, o Apollo 1990 surgiu como a opção perfeita na linha de frente da Autolatina.
Volkswagen Apollo 1991: Refinamento e a Versão VIP
No ano de 1991, o Apollo já estava consolidado nas ruas brasileiras. O folder deste ano focava no refinamento do modelo e na introdução da famosa série especial VIP. O Apollo 1991 continuava a ser o sonho de consumo de muitos jovens executivos, oferecendo itens de série que eram luxuosos para o período, como vidros e travas elétricas, além de direção hidráulica opcional que tornava o uso urbano muito mais prazeroso.
A série VIP de 1991 é um destaque à parte nos folders. Ela trazia um acabamento ainda mais primoroso, com tecidos exclusivos em tons de cinza, rádio toca-fitas de alta fidelidade e retrovisores na cor do veículo. Esteticamente, o carro permanecia atual, com seu aerofólio traseiro discreto que ajudava na aerodinâmica e reforçava o visual esportivo que a VW tanto queria imprimir ao modelo.
Mecanicamente, o motor AP 1.8 continuava sendo o coração do carro, entregando um torque excelente em baixas rotações, ideal para as cidades brasileiras. O folder de 91 também dava grande importância à segurança e à visibilidade, destacando os amplos vidros e os faróis de longo alcance. O Apollo 1991 representou o auge do equilíbrio entre custo e benefício dentro da linha de luxo da Volkswagen, mantendo um valor de revenda altíssimo para a época.
Volkswagen Apollo 1992: O Canto do Cisne e a Maturidade
O ano de 1992 marcou a despedida deste modelo icônico, mas o fez com toda a dignidade técnica acumulada nos anos anteriores. O folder de 1992 apresentava um carro maduro, com todos os pequenos ajustes de engenharia realizados. Foi o ano em que o Apollo entregou sua melhor forma em termos de isolamento acústico e suavidade de marcha.
Neste último ano, o foco comercial mudou ligeiramente para mostrar a durabilidade do projeto. O motor AP 1.8 já era uma lenda de confiabilidade, e o folder destacava a facilidade de manutenção e a vasta rede de assistência técnica da Volkswagen. Os modelos de 1992 vinham com um acabamento interno muito resistente, projetado para durar décadas, algo que comprovamos hoje ao encontrar raros exemplares em estado de coleção.
Embora o Apollo tenha saído de linha em 1992 para dar lugar ao Logus (outro fruto da Autolatina), o folder de despedida deixava claro que ele não era apenas um "passageiro" na história da marca. Ele foi o responsável por testar novas tecnologias de montagem e acabamento. Ter um Apollo 1992 significava ter o ápice da evolução de um sedã que, por três anos, foi sinônimo de status e prazer ao dirigir. Para o blog, destacar o ano de 1992 é falar de um clássico instantâneo que encerrou seu ciclo deixando muitos órfãos de sua dirigibilidade única.
















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