Cronologia Chevrolet Chevette: A História através dos Catálogos (1973-1993)
Explorar os manuais e folders do Chevette é mergulhar na evolução do carro que ensinou o brasileiro a gostar de tração traseira. Abaixo, detalhamos o que cada ano traz de especial:
1973: O Nascimento do Mito
O primeiro catálogo apresenta o "Projeto 909". O Chevette 1973 estreou com o motor 1.4 e um design de linhas puras conhecido como "Tubarão". O foco era a economia de combustível em tempos de crise do petróleo e a modernidade de ser um projeto mundial da GM lançado primeiro no Brasil.
1976: A Consolidação do Tubarão
Neste folder, o Chevette já é um sucesso. O texto destaca a robustez mecânica e a introdução de acabamentos internos mais refinados. É o auge da primeira fase estética, com os faróis redondos e as lanternas traseiras pequenas que encantam colecionadores.
1978: A Chegada do "Tubinho"
O catálogo de 1978 revela a primeira grande mudança visual. A frente ganha um novo formato "bicudo", inspirado no Chevette americano. O manual deste ano detalha as melhorias no sistema de ventilação e o novo painel de instrumentos.
1979: O Estilo Jeans
Este ano é marcado pela ousadia. O folder de 79 destaca a série especial Chevette Jeans, com bancos em tecido denim e botões metálicos. O carro tornava-se um ícone de moda e comportamento entre os jovens da época.
1980: A Família Cresce (Hatch e Marajó)
Ano histórico! O catálogo de 1980 apresenta o Chevette Hatch, com sua traseira prática e esportiva, e a Marajó, a perua que oferecia o maior conforto de rodagem da categoria. É o início da diversificação da linha.
1981: O Motor 1.6 entra em Cena
O folder de 81 foca na performance. O motor 1.6 passou a ser oferecido, trazendo mais fôlego para o sedã e para a Marajó. O manual técnico especifica as novas regulagens de carburação para este motor mais potente.
1982: Refinamento Mecânico
Em 82, o foco foi a eficiência. O catálogo destaca melhorias no câmbio e a introdução de novos itens de conforto opcionais, como o relógio digital no painel, preparando o terreno para a grande mudança que viria no ano seguinte.
1983: O Novo Visual e a Chevy 500
O catálogo de 83 é um dos mais importantes. O Chevette adota a "frente de Monza" com faróis retangulares. Além disso, é o lançamento da Chevy 500, a picape valente que utilizava a tração traseira como seu maior argumento de venda para o trabalho.
1984: O Carro Mais Vendido do Brasil
Este folder celebra o sucesso absoluto. O Chevette atingia o topo do mercado. O manual detalha a versão SL/E, com acabamento de luxo, vidros verdes e um nível de sofisticação que o distanciava dos carros populares.
1985: O Equilíbrio da Linha
Em 85, a linha estava completa: Sedã, Hatch, Marajó e Chevy 500. O catálogo mostra como cada modelo atendia a um público específico, desde o jovem entusiasta até o frotista que precisava da robustez da picape.
1986: O Auge do Conforto
O folder de 86 destaca os novos materiais internos. O veludo navalhado dos bancos e o isolamento acústico aprimorado transformaram o Chevette em um carro extremamente silencioso para os padrões da época.
1987: O Motor 1.6/S
Um marco técnico. O catálogo apresenta o motor 1.6/S, muito mais ágil e moderno. O Chevette Hatch despede-se da linha neste ano, tornando-se uma peça de coleção instantânea, especialmente na versão esportiva S/R.
1988: Novos Para-choques
O catálogo de 88 mostra a modernização visual com para-choques envolventes em plástico cinza, integrando-se melhor às linhas do carro. O sedã ganhava um ar mais executivo e menos "oitentista".
1989: A Despedida da Marajó
Este catálogo marca o último ano da Marajó. A perua saiu de linha com seu melhor nível de acabamento, deixando um legado de durabilidade que até hoje é lembrado por quem viajava com a família.
1991: Ajustes para a Década de 90
O catálogo de 91 traz novas opções de cores e calotas. O manual destaca o sistema de ignição eletrônica aprimorado, garantindo partidas mais rápidas e maior economia de combustível.
1992: O Chevette Júnior
O folder de 92 apresenta o "Júnior", a versão 1.0 criada para competir no novo segmento de carros populares. Era um carro simplificado, focado no custo-benefício para quem precisava de um transporte zero quilômetro.
1993: O Último Ato
O catálogo final. O sedã saía de linha para dar lugar ao Corsa. O texto de despedida nos folders da época já tratava o carro como uma lenda. A Chevy 500 ainda continuou no manual como a representante solitária da tração traseira da GM até meados de 95.













































































































































































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