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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

 


Modelos Especiais Volkswagen 1966: A Versatilidade que Marcou Época

Se você é fã de carros antigos ou tem curiosidade sobre a história automotiva, o catálogo de "Modelos Especiais Volkswagen" de 1966 é uma verdadeira viagem no tempo. Muito além dos carros de passeio, a Volkswagen oferecia uma linha robusta de veículos de serviço que ajudaram a construir a infraestrutura urbana do nosso país.

Baseado exclusivamente nas páginas deste catálogo histórico, preparei um resumo completo sobre essas máquinas incríveis. Confira!

LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

O Valente Sedan VW (Fusca)

O catálogo começava destacando o Sedan, conhecido por ser fácil de dirigir e ágil no trânsito da cidade, permitindo estacionar nas menores vagas. Apesar de compacto, ele acomodava 5 pessoas e oferecia um grande volume de bagagem.

  • Mecânica e Desempenho: Era rápido nas subidas, pois o seu grande torque vencia ladeiras de até 39%.

  • Câmbio e Suspensão: As 4 marchas eram sincronizadas, sendo possível engatar a 1ª marcha até a 20 km/h sem precisar parar o veículo. Tinha chassi blindado inteiriço de aço e suspensão independente nas 4 rodas por barras de torção, descrita como "pràticamente inquebrável".

  • Economia: O motor de 36 HP funcionava em baixa rotação (3.700 rotações por minuto), o que gerava menos desgaste, e o veículo fazia mais de 13 km com 1 litro de gasolina. Além disso, o motor refrigerado a ar dispensava radiador, mangueiras e bomba d'água, o que significava que o ar não fervia.


LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

A partir dessa base resistente, a VW oferecia as seguintes versões especiais:

  • Sedan Rádio-Patrulha:

    • Este modelo vinha equipado com sirene e pisca-pisca no teto.

    • Seus vidros eram de segurança, o que impedia que eles estilhaçassem.

    • A pintura era no padrão polícia, ostentando os dizeres "Polícia" tanto na frente quanto atrás.

LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

Sedan Polícia Rodoviária e Pronto-Socorro:

  • Para a Polícia Rodoviária, o Sedan trazia um assento reclinável ao lado do motorista para facilitar o atendimento de feridos em casos de urgência, além de sirene e pisca-pisca no teto.

  • A pintura era amarela, com pára-lamas, pára-choques, rodas e calotas em preto.

  • Havia a opção de ser fornecido na cor branca para uso como Pronto-Socorro, tipo "Samdu".

  • Em ambos os casos, contava com espaço especial na parte de trás para eventual instalação de rádio-comunicação.


LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS



A Gigante Kombi VW

Se o Sedan era valente, a Kombi era a rainha da versatilidade. O folheto a descrevia como a camioneta que aceitava o maior número de adaptações.

  • Espaço e Capacidade: Possuía quase 5 metros cúbicos de espaço interno bem aproveitado (sem saliências ou reentrâncias) e já vinha coberto de fábrica, sendo muito bem vedado contra água e poeira.

  • Conforto: Comportava confortavelmente 9 passageiros, mas retirando-se os 2 bancos traseiros, podia carregar até 885 kg de carga. Era arejada e muito bem iluminada, graças às suas 15 janelas panorâmicas.

  • Desempenho: Fazia 10,5 km com 1 litro de gasolina. Com um vão livre de 24 cm, passava por qualquer lameiro ou areião.


LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

Com todo esse espaço, a Kombi se desdobrava nas seguintes viaturas:

  • Kombi Ambulância:

    • A pintura deste modelo era toda em branco, e o teto abrigava sirene e pisca-pisca.

    • Era dotada de uma maca com acolchoado instalada sobre trilhos (facilmente removida pela porta traseira) e possuía também uma poltrona-maca acessível pelas portas laterais.

    • O compartimento traseiro possuía suportes para tubo de oxigênio e vidro de soro, e as janelas recebiam protetores.

    • Na parte da frente, havia acomodação para 4 pessoas.


LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

Kombi Polícia Técnica:

  • Uma verdadeira delegacia móvel! Vinha com pintura em padrão polícia com os dizeres "Polícia", além de sirene e pisca-pisca no teto.

  • No teto, havia uma plataforma capaz de suportar grandes pesos.

  • Por dentro, contava com mesas retráteis (uma sob o painel e outra no compartimento de passageiros), espaço sob os bancos e um armário de madeira para guardar materiais.

  • O equipamento ficava completo com suportes para dois extintores, um holofote portátil para trabalho noturno e uma bomba de água (acionada pelo motor do veículo) ligada a um tanque com capacidade para 80 litros.


LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

Kombi Carro Funerário:

  • Este modelo era equipado com uma mesa de aço montada sobre trilhos que deslizava para fora do carro.

  • Uma divisão metálica com visor separava o compartimento de carga (que possuía janelas fixas) do compartimento do motorista.

  • A pintura interna era cinza e a externa podia ser encomendada em branco ou preto.


LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

Kombi Rádio-Patrulha (RP):

  • Equipada com sirene e pisca-pisca no teto, além de vidros de segurança que não estilhaçavam.

  • As cores seguiam o padrão polícia e havia um espaço traseiro dedicado para a instalação de rádio-comunicação.


LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

Um Adendo Especial: A Linha Furgão VW (O Mistério das Páginas Finais)

Se você acompanhou a nossa postagem sobre as adaptações incríveis do Sedan e da Kombi, deve ter notado pelo sumário original da Volkswagen que a fábrica ainda tinha mais cartas na manga para o trabalho duro e serviços governamentais.

Além da famosa Kombi (que possui janelas laterais), a VW contava com a linha Furgão, tradicionalmente conhecida por sua carroceria totalmente fechada. De acordo com o índice do catálogo de 1966, a Volkswagen oferecia três variações específicas dessa linha:


LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

Furgão Volkswagen Mortuário: Listado na página 10 do catálogo. É interessante notar que a Volkswagen oferecia tanto a "Kombi Carro Funerário" (com janelas fixas) quanto esta versão "Mortuário" derivada do Furgão, provavelmente oferecendo um ambiente totalmente fechado para maior discrição.

LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

Furgão Volkswagen Carro de Presos: Listado na página 11, confirmando que a confiabilidade mecânica da VW também era a escolha para o rigoroso transporte do sistema prisional da época.

LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS


LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS

LINHA VOLKSWAGEN 1966 - CARROS ESPECIAIS


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

LINHA VOLKSWAGEN 1973

 


Roteiro Para Você Entrar na Linha: O Catálogo Clássico da Volkswagen 73

Olá, apaixonados por clássicos! Hoje vamos fazer uma verdadeira viagem no tempo através das páginas de um material histórico fascinante: o catálogo promocional da linha Volkswagen de 1973.

Com a chamada direta de capa "Roteiro para V. Entrar na Linha", a VW apresentava ao público brasileiro sua gama completa de veículos, dividida estrategicamente para atender desde famílias até frotistas e amantes de esportivos. Vamos mergulhar no texto original que tentava (e conseguia) conquistar o motorista da época.


LINHA VOLKSWAGEN 1973

Linha do Vai e Volta, Vai e Volta... (Fusca 1300 e 1500)

O roteiro começa pelo carro que impulsionou o Brasil. O Fusca 1.300 é destacado como o herói do orçamento doméstico: o veículo de menor preço, imbatível na economia de gasolina, óleo e pneus. A propaganda garante: "topa qualquer trânsito, é fácil de dirigir e sempre estaciona com a maior facilidade".

Para quem buscava mais fôlego, a estrela era o Fuscão 1.500. Ele era oferecido como a opção para o trânsito nervoso da cidade, equipado com um motor de 52 cv (SAE) de torque vigoroso. Entre as inovações de 73 destacadas no folder, estavam as novas 18 aletas de ventilação na tampa do motor, novos para-lamas, descanso-braço e a opção de freios a disco na dianteira. Tudo isso com uma pintura de alta durabilidade garantida pelo inédito sistema eletroforético contra corrosão.


LINHA VOLKSWAGEN 1973

Linha para Embelezar a sua Vida (Karmann Ghia TC e VW-SP)

Aqui, a Volkswagen falava diretamente com a vaidade e o desejo de esportividade.

O Karmann Ghia TC é descrito como a união do conforto anatômico com o desempenho: motor de 65 cv (SAE), dois carburadores e um torque formidável. Já o VW-SP ganhava os holofotes como um marco do design nacional: um carro 100% esportivo concebido e desenvolvido no Brasil. O catálogo exalta o requinte do SP: bancos anatômicos tipo concha, dois porta-malas, encostos reguláveis, painel nobre com instrumentos visíveis e um amplo vidro traseiro que garantia visibilidade panorâmica.


LINHA VOLKSWAGEN 1973

Linha do Bom-Gosto e da Versatilidade (TL e Variant)

Para o público que exigia status e espaço sem abrir mão da confiabilidade mecânica.

  • O TL (2 e 4 portas): Oferecia status e robustez. Um dos grandes destaques do texto é o sistema de ventilação forçada, que garantia uma renovação constante de ar no interior do veículo. Novas lanternas e novos padrões de estofamento completavam o pacote.

  • A Variant: Vendida como a perua perfeita para turismo e negócios. Segundo o catálogo, a Variant refletia a classe do proprietário, oferecendo máximo conforto para quem dirige e muito espaço para bagagens, sendo a "receita certa do sucesso".


LINHA VOLKSWAGEN 1973

Linha do Trabalho Certo e do Lucro Garantido (Utilitários Leves)

Não havia tempo ruim para a trinca de ouro: Kombi, Furgão e Pick-up. O folder destaca que esses veículos foram feitos para carregar até uma tonelada de carga por estradas arenosas ou terrenos acidentados, graças ao vão livre e à tração traseira. O texto ressalta o ambiente de trabalho do motorista: cabines com circulação de ar regulável e limpadores de para-brisa de duas velocidades, provando que veículo de carga também podia ser sinônimo de conforto.


LINHA VOLKSWAGEN 1973

Linha de Veículos Especiais

Nas últimas páginas, a VW demonstrava a incrível versatilidade do seu chassi. O catálogo lista e ilustra diversas adaptações de fábrica ou sugeridas para utilidade pública e segurança: rádio-patrulha, ambulância, carro funerário, modelos frigoríficos, carroceria isotérmica, entre outros. O lema era claro: "Qualquer que seja o seu problema de transporte, a Volkswagen tem a solução".

Ficha Técnica de Respeito

O documento é encerrado com uma riquíssima tabela de características técnicas para os puristas. Lá estão imortalizadas as especificações de curso de pistão, cilindrada, taxa de compressão e velocidade máxima de todos os modelos (do motor 1300 de 46cv ao motor 1700 do SP-2 com 75cv), além de dimensões exatas e capacidades de carga.








segunda-feira, 13 de julho de 2026

FOLDER UTILITÁRIO TEMPO MATADOR

 


O Valente Alemão: A Fascinante História e Evolução do Tempo Matador (1950 a 1954)

Quando falamos dos grandes utilitários do pós-guerra na Alemanha, o primeiro nome que vem à mente da maioria das pessoas é a Volkswagen Kombi. No entanto, houve um concorrente à altura — robusto, carismático e tecnicamente muito avançado para a sua época — que quase roubou a cena no continente europeu: o Tempo Matador.

Produzido em Hamburgo pela Vidal & Sohn Tempo-Werke, o Matador não foi apenas um veículo de carga; ele foi o protagonista de uma verdadeira novela industrial que envolveu parcerias inusitadas, boicotes de grandes montadoras e soluções de engenharia brilhantes.

Acompanhe a linha do tempo e a evolução dos modelos e mecânicas do Tempo Matador em quatro anos decisivos da sua trajetória: 1950, 1952, 1953 e 1954.

1950: O Sucesso Instantâneo com "Coração" de Fusca

Em 1950, o Matador vivia o seu primeiro grande momento de glória no mercado europeu. O modelo em produção era o Tempo Matador '49 (ou Matador 49/50), desenhado pelo engenheiro Dietrich Bergst para substituir os antigos furgões e triciclos de carga pré-guerra da marca.

Modelos Disponíveis em 1950

  • Matador Pick-up (Caçamba de madeira com laterais rebatíveis): O favorito dos comerciantes e fazendeiros.

  • Matador Furgão (Van fechada): Voltado para entregas urbanas e correios.

  • Chassi-cabine: Permitia encarroçamentos especiais e adaptações exclusivas.

FOLDER UTILITÁRIO TEMPO MATADOR

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Mecânica e Curiosidades do Ano

O grande segredo do Matador em 1950 estava embaixo do capô — ou melhor, na dianteira: ele utilizava exatamente o motor Volkswagen boxer de 4 cilindros, 1.1L (1.131 cm³) e 25 cv de potência, além de uma caixa de câmbio ZF de 4 marchas. Sim, o mesmo motor do Fusca e da primeira Kombi T1!

A grande sacada de engenharia da Tempo foi montar esse motor na dianteira com tração dianteira. Como não havia eixo cardã nem motor na traseira (como ocorria na Kombi), o Matador oferecia um assoalho de carga totalmente plano e muito baixo em relação ao solo. Isso facilitava imensamente o trabalho de carga e descarga pesada, tornando-o superior à concorrente de Wolfsburg em praticidade.

O visual da cabine, robusto e com faróis proeminentes, rendeu-lhe rapidamente o apelido carinhoso de "Bulldog" entre os motoristas.


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1952: A Crise, o Boicote da VW e o Renascimento

O ano de 1952 é, sem dúvida, o mais dramático e marcante de toda a história da marca. A popularidade do Matador crescia a um ritmo acelerado — mais de 13.000 unidades foram vendidas desde o lançamento. Foi então que a Volkswagen percebeu que havia criado um monstro que concorria diretamente com o seu recém-lançado Transporter (Kombi T1).

Sem aviso prévio, em 1952, o diretor da VW, Heinz Nordhoff, cortou definitivamente o fornecimento de motores para a Vidal & Sohn. Da noite para o dia, a Tempo se viu com uma excelente linha de montagem, pedidos lotando as mesas, mas sem motores para colocar nos carros.

Modelos Disponíveis em 1952

Para sobreviver à crise, a fábrica reformulou o utilitário em tempo recorde, dividindo a linha pela capacidade de carga e alterando toda a dianteira:

  • Tempo Matador 1000: Capacidade de carga para 1 tonelada.

  • Tempo Matador 1400: Versão mais reforçada, para 1,4 tonelada.



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Mecânica e Curiosidades do Ano

Sem os motores VW refrigerados a ar, a Tempo recorreu inicialmente aos motores de 2 tempos da marca ILO (ou JLO) de 3 cilindros e 672 cm³, que entregavam cerca de 26 cv.

Essa mudança mecânica exigiu uma alteração visual marcante na dianteira: como os novos motores eram refrigerados à água, a cabine "Bulldog" lisa perdeu espaço para uma nova grade frontal para acomodar o radiador. Embora o motor 2 tempos fosse mais barulhento e exigisse a mistura de óleo à gasolina, a agilidade da fábrica em replanejar o veículo em poucos meses salvou a empresa da falência iminente.


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1953: A Salvação Inglesa e o Irmão Menor

Superado o susto de 1952, o ano de 1953 trouxe estabilidade, maturidade e comemoração para a Vidal & Sohn, que celebrava seu 25º aniversário fundação com a casa em ordem e novas soluções no catálogo.

Modelos Disponíveis em 1953

  • Tempo Matador 1000 e 1400: As linhas principais seguiam firmes em versões pick-up, furgão e perua de passageiros.

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Mecânica e Curiosidades do Ano

Percebendo que os clientes de carga pesada preferiam motores de 4 tempos, a Tempo fechou um acordo histórico internacional: passou a importar motores ingleses da Austin (de 4 cilindros refrigerados à água, variando de 1.2L a 1.5L) para equipar a linha Matador. O "transplante" britânico deu ao Matador muito mais torque e confiabilidade de longo prazo, superando o desempenho da antiga era Volkswagen.


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FOLDER UTILITÁRIO TEMPO MATADOR

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1954: Testes Extremos e Provas de Resistência Implacáveis

Em 1954, com a mecânica Austin totalmente consolidada na linha Matador e o modelo Wiking vendendo muito bem, o foco da empresa mudou para o marketing de guerrilha. Eles precisavam provar ao mundo que seus veículos com tração dianteira eram indestrutíveis no trabalho pesado.

Modelos Disponíveis em 1954

  • Tempo Matador 1000 / 1400 (Motorização Austin): O carro-chefe das vendas europeias da marca em diversas configurações de carroceria.

  • Nota histórica: Em 1954, a empresa também apresentou protótipos de microcarros de passeio (sedãs de 3 e 4 rodas), mas a diretoria percebeu que não tinha capital suficiente para concorrer no setor de carros de passeio e cancelou o projeto para focar apenas nos veículos comerciais.


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Curiosidades do Ano: O Marketing da Bravura

O ano de 1954 foi marcado por três grandes testes públicos de resistência que viraram manchete em toda a Europa:

  1. O Desafio dos 10.000 Km: Em abril de 1954, a fábrica colocou três utilitários de série para rodar 10.000 km ininterruptos, dia e noite. Os carros completaram o trajeto sem nenhuma falha mecânica grave.

  2. A Travessia Marítima: Em uma jogada publicitária ousada, a marca levou seus utilitários para atravessar um trecho de 4 quilômetros de mar aberto durante a maré baixa, saindo do continente alemão até a Ilha de Neuwerk. Foi a primeira vez na história que veículos automotores de quatro rodas completaram essa travessia sobre a lama e água salgada!

  3. Vitória nas Pistas: No duro rali e corrida de resistência de Perpignan, os veículos da marca venceram em sua categoria, consolidando de vez a fama de valentia e durabilidade mecânica.


FOLDER UTILITÁRIO TEMPO MATADOR


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FOLDER UTILITÁRIO TEMPO MATADOR

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O Tempo Matador continuou evoluindo na década seguinte, ganhando o formato clássico do "Matador E" (com faróis duplos que muitos confundem com vans modernas), até que a fábrica foi absorvida pela Hanomag-Henschel e, posteriormente, comprada pela gigante Daimler-Benz (Mercedes-Benz) em 1971.

Apesar das adversidades e da concorrência de gigantes do mercado automotivo, o Matador provou que a engenharia criativa e a resiliência podem eternizar um carro na história. Um verdadeiro guerreiro das estradas alemãs que merece ser lembrado por qualquer apaixonado por carros antigos!

Gostou de conhecer a história do Tempo Matador? Você teria um desses na sua garagem no lugar de uma Kombi antiga? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe com os amigos antigomobilistas!



terça-feira, 24 de junho de 2025

CATÁLOGO DE PEÇAS VOLSKWAGEN KOMBI 1200 E 1500 1969 (DOWNLOAD PDF)





Kombi 1969 (1200 e 1500): O Guia Definitivo do Catálogo de Peças

Esse e outros materiais sobre kombis você encontra em www.sampakombiclube.com.br

A Volkswagen Kombi é um ícone, um símbolo de liberdade e trabalho que marcou gerações de brasileiros. E dentro de sua longa história, o ano de 1969 é um dos mais fascinantes e desafiadores para entusiastas e restauradores. Foi um ano de transição, uma ponte entre duas eras, onde a clássica "Corujinha" era oferecida com duas motorizações distintas: a tradicional 1200 e a mais moderna 1500.

Para quem se aventura a restaurar ou manter um modelo deste ano, o catálogo de peças não é apenas um guia, é um mapa do tesouro indispensável. Ele é a única fonte segura para navegar pelas diferenças cruciais que se escondem sob a mesma carroceria carismática.


A Estrutura do Catálogo VW

O catálogo de peças da Volkswagen é organizado por grupos, uma estrutura lógica que facilita a busca por qualquer componente. Para a Kombi, os principais grupos são:

Grupo 1: Motor

Grupo 2: Sistema de Combustível e Escapamento

Grupo 3: Transmissão

Grupo 4: Eixo Dianteiro e Direção

Grupo 5: Eixo Traseiro

Grupo 6: Rodas e Freio

Grupo 8: Carroceria e Chassl

Grupo 9: Sistema Elétrico


1. Grupo 1: Motor

Kombi 1200: Utilizava o tradicional motor 1192cc, refrigerado a ar, conhecido pela simplicidade e robustez. No catálogo, você encontrará peças como o dínamo (gerador de energia) e o sistema de admissão simples.

CATÁLOGO DE PEÇAS VOLSKWAGEN KOMBI 1200 E 1500 1969


Kombi 1500: Trazia o motor 1493cc, mais potente e "torcudo". Ele já utilizava um alternador, mais eficiente que o dínamo, e seus componentes internos como pistões, bielas e cabeçotes possuem códigos completamente diferentes.

CATÁLOGO DE PEÇAS VOLSKWAGEN KOMBI 1200 E 1500 1969


2. Grupo 3 e 5: Transmissão e Eixo Traseiro (A Diferença CRUCIAL)

Kombi 1200: A principal característica mecânica era o sistema de caixas de redução nas rodas traseiras. O catálogo detalha essas engrenagens, que reduziam a velocidade final, mas multiplicavam o torque, dando à Kombi 1200 sua famosa força para subir ladeiras, mesmo carregada.

CATÁLOGO DE PEÇAS VOLSKWAGEN KOMBI 1200 E 1500 1969


Kombi 1500: Aboliu as caixas de redução. O eixo traseiro era do tipo "ponta de eixo direta", similar ao do Fusca. Isso resultava em um câmbio com relações diferentes, pontas de eixo e semieixos exclusivos. Tentar usar um câmbio de 1500 em uma 1200 (ou vice-versa) sem as devidas adaptações é impossível.

CATÁLOGO DE PEÇAS VOLSKWAGEN KOMBI 1200 E 1500 1969


3. Grupo 6: Rodas e Freios

Furação das Rodas: Como consequência direta do sistema de redução, a Kombi 1200 usava rodas com furação larga de 5x205mm (5 furos enormes).

A Kombi 1500, com seu novo eixo, adotou o padrão de 5x112mm (furação encontrada em muitos carros atuais). O catálogo especifica os tambores de freio, espelhos e rodas corretos para cada versão.

CATÁLOGO DE PEÇAS VOLSKWAGEN KOMBI 1200 E 1500 1969


4. Grupo 9: Sistema Elétrico

Kombi 1200: Grande parte dos modelos ainda saía com o sistema elétrico original de 6 Volts.

Kombi 1500: Já vinha de fábrica com o sistema de 12 Volts, mais moderno e eficiente. Isso significa que absolutamente tudo — desde a bateria, motor de arranque, bobina, faróis, lanternas, buzina até o motor do limpador de para-brisa — é diferente e possui códigos específicos para cada voltagem.

CATÁLOGO DE PEÇAS VOLSKWAGEN KOMBI 1200 E 1500 1969



O Catálogo de Peças

É muito importante você escolher a peça correta para manter sua kombi é perfeito funcionamento. Para isso disponibilizei totalmente de graça o catálogo de pelas completo logo abaixo. Basta clicar nele para ir para a página de download. 


 

CATÁLOGO DE PEÇAS VOLSKWAGEN KOMBI 1200 E 1500 1969