quarta-feira, 25 de outubro de 2023

MANUAL DO PROPRIETÁRIO FORD CORCEL 1977 (DOWNLOAD PDF)



 Ford Corcel 1977: O Refinamento Final de uma Lenda Brasileira


O ano de 1977 marcou o encerramento de um ciclo glorioso para a Ford Motor Company no Brasil. Após nove anos de sucesso absoluto, o Ford Corcel de primeira geração chegava ao seu último ano de produção. No entanto, longe de ser um modelo "cansado", o Corcel 1977 é considerado por muitos entusiastas como a melhor safra de toda a série. Foi o ano em que a engenharia da Ford atingiu o equilíbrio perfeito entre conforto, economia e confiabilidade mecânica, entregando um carro que já não sofria com nenhum dos problemas de juventude de seus antecessores.

O Contexto Histórico: O Fim da Primeira Geração

Lançado originalmente em 1968, o Corcel enfrentou o desafio de adaptar uma plataforma francesa (Renault) ao gosto e às estradas brasileiras. Ao chegar em 1977, o carro já era uma instituição nacional. A Ford preparava o lançamento do Corcel II para o ano seguinte, mas decidiu que o modelo de 1977 deveria ser uma despedida em grande estilo.

Pela fábrica de São Bernardo do Campo, os processos de montagem foram refinados ao máximo. O Corcel 1977 não era apenas um meio de transporte; era o resultado de anos de feedbacks de clientes e ajustes de engenharia. Ele representava a maturidade de um conceito que ensinou ao brasileiro o valor da tração dianteira.


O Interior: Um Salão Sobre Rodas

Ao entrar em um Corcel LDO 1977, o motorista era transportado para um ambiente que poucos carros compactos da época ofereciam. O painel era completo, muitas vezes ostentando acabamento que simulava madeira (jacarandá), conferindo um ar aristocrático ao veículo.

Os bancos eram verdadeiras poltronas, revestidos em tecidos de alta qualidade ou curvim premium, com um isolamento acústico que foi severamente aprimorado neste último ano de produção. A Ford sabia que o Corcel estava perdendo espaço em desempenho para o Chevrolet Passat, então decidiu ganhar o consumidor pelo conforto. O manual de instruções de 1977 enfatizava a operação dos sistemas de ventilação e o cuidado com os acabamentos internos, que eram os pontos fortes do modelo.


Engenharia: O Motor 1.4 "Bravo"

Mecanicamente, o Corcel 1977 era movido pelo motor 1.4 (1400 cm³) que já havia sido testado e aprovado. Este motor era conhecido pela sua robustez e facilidade de manutenção. Com cerca de 85 cv (brutos), o carro não era um foguete, mas oferecia um torque linear que tornava a condução urbana muito agradável.


A tração dianteira, que outrora fora motivo de desconfiança, em 1977 já era celebrada pela sua estabilidade em curvas e eficiência em pisos escorregadios. A caixa de câmbio de 4 marchas recebeu em 1977 seus melhores ajustes, com engates que foram descritos por testadores da época como "manteiga", tamanha a suavidade e precisão.


Variantes de Carroceria em 1977

A linha 1977 oferecia opções para todos os perfis:

Sedã (2 e 4 portas): O clássico absoluto, sendo a versão de 2 portas a preferida do mercado brasileiro por razões estéticas.

Belina: A perua da família continuava imbatível em espaço. Em 1977, a Belina LDO era o sonho de consumo de qualquer família que prezava por viagens confortáveis.

Corcel GT: Embora estivesse em seu último ano, a versão esportiva ainda mantinha o capô preto fosco e o painel com conta-giros, atraindo quem não queria abrir mão da tração dianteira, mas buscava um visual agressivo.


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